Flashes de emprego

Publicado em: 15/10/2011

“A sua verdade pode ferir. Existe a sua verdade e a do outro. Podem ser diferentes. Mas são “verdades” para cada um. Tenha cuidado ao dizer a sua. Procure compreender, sem impor”. (Lourival Lopes).

O jornal Diário do Nordeste trás em seu bojo uma matéria que tem como titularização “Flashes de emprego na verdinha”, ( grifo nosso) e chama de novo quadro “Ofertas de emprego” uma parceria entre o Diário do Nordeste e a Rádio Verdes Mares. Ressalte-se que tanto o Diário do Nordeste, e Rádio Verdes Mares são empresas midiáticas do mesmo grupo de comunicação. Hoje em dia a inovação é uma das finalidades mais difíceis de acontecer, e pelo andar da carruagem essa parceria é uma nuança velha e muito explorada nos meios de comunicação atualmente.

Pode ser nova entre as mídias, a falada e a escrita do mesmo grupo. A inovação no rádio parece que entrou em estado de catalepsia, em estagnação, ou letargia, pois não vislumbramos nas maiores mídias cearenses, algo de novo que venha chamar a atenção da sociedade, que aprecia o rádio e gosta da televisão. Segundo afirma o jornal em sua edição de 9 de outubro de 2011, nos parece mais um jogo de marketing do que uma novidade do rádio cearense.

É uma parceria do DN e da Rádio Verdes Mares (verdinha 810) que pretende levar mais um serviço de utilidade pública para os ouvintes da rádio. Vai mais além, quando afirma que na última segunda, dia 3 /10, a “novidade” estreou na emissora divulgando diversas vagas de emprego, estágios e cursos. As ofertas de empregos anunciadas por emissoras de rádio são tão velhas e capengas, quanto os horóscopos e as fofocas envolvendo artistas de telenovelas. “De acordo com o diretor-editor do Diário do Nordeste, Idelfonso Rodrigues, esta é mais uma forma de interação que se estabelece com o público”. “Segundo o locutor João Inácio Júnior, o quadro oferece à população oportunidades reais de cursos, estágios e empregos”. O locutor em alusão deveria se preocupar mais em estudar e levar ao seu público ouvinte, uma programação voltada para a cultura cearense e brasileira, visto que em seu programa o ponto alto é a pornofonia e pornografia. Conforme frisa o Código de Ética dos Radialistas, o profissional do rádio deve preservar a língua e a cultura nacional, observando os mais altos padrões na missão de educar e formar opinião pública.

João Inácio e suas companheiras de trabalho, Cláudia Leite e Regina Duarte deveriam se impor valorizando, honrando e dignificando a profissão que exercem. O Sistema verdes Mares de Comunicação estreou um sistema novo de estatística, que calcula o número de ouvintes em minutos, o programa do citado locutor chega a atingir a marca de 81 mil ouvintes por minutos. Achamos que nem Freud e o IBGE, explicariam essa estatística. “A ideia da iniciativa é criar uma convergência de mídias com o intuito de potencializar a produção de notícias”. A matéria cita outros programas da emissora de rádio, e os profissionais responsáveis pela apresentação dos mesmos. Não podemos negar que a rádio em alusão possui locutores de bom quilate técnico, mas poderia normatizar as apresentações com um estilo mais elegante, onde a pornofonia e a pornografia não fosse o “ponto alto” da emissora. Até nas vinhetas nota-se a intenção de jogar ao público ouvinte o que a ética radicalística não permite.

O programa show da manhã tem 48 mil ouvintes por minuto e liderança absoluta na audiência. Seria de bom alvitre que a mídia que elaborou a matéria sobre “Flashes de emprego”, confecciona-se outra mostrando as nuanças da nova modalidade de estatística, e como se processo o cálculo com tanta rapidez. Como chegar ao número de milhares de ouvintes em apenas um minuto. Gostaríamos de saber. A opinião explicitada aqui é do autor desta matéria, que também é profissional do rádio e jornalista profissional.  A Rádio Verdes Mares dantes tinha uma programação mais agradável e mai salutar, e não maltratava o nosso sistema de audição, a orelha. Pois é, o ouvido pela nova nomenclatura médica deu lugar à orelha, que é a mais nova designação do nosso sistema de audição, bem como o AVE (Acidente Vascular Encefálico) que substituiu o AVC (Acidente Vascular Cerebral), e o Sistema digestivo foi substituído por Sistema Digestório. A Ética no rádio é de suma importância que o plágio ou simples imitação de outro profissional de rádio e televisão, é prática condenável. São considerados profissionais de rádio e televisão, somente os detentores de Registro profissional de Radialista, desdobrado nas funções do quadro estabelecido pelo Decreto n°. 84.134, de 30 de outubro de 1979. O radialista tem compromisso indeclinável com a comunidade. Nas relações entre seus colegas, o profissional de Rádio e Televisão pautará sua conduta pela estrita observância da definição, normas e recomendações relativa à Ética da profissão, restringindo sua atividade no setor de sua escolha, assim elevando, pelo respeito mútuo, pela lealdade, pela nobreza de atitude o nível de sua profissão no País. O radialista não deve aceitar oferta de trabalho a preço vil, ser desleal ter prevenção contra companheiros, ser covarde no exercício de sua função, ser submisso à força que distorçam a verdade, o uso do poder de divulgação para atender a interesses escusos e contrários aos da comunidade, pois são atos condenáveis. O radialista deve lutar pela liberdade de pensamento, de expressão e pelo livre exercício da profissão, bem como defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico e social. Pense nisso!

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