Flávio Alcaraz Gomes: morre o homem, vive o repórter

Publicado em: 05/04/2011

Já se disse que as pessoas não morrem, são esquecidas. E são esquecidas quando suas obras são poucas ou pouco valiosas para a humanidade. Pode parecer cruel numa hora de grande dor se falar em valor de lembranças, mas essas, as lembranças são o que de construtivo deixamos no caminho. E quando falamos de um profissional é preciso que seu legado tenha representatividade que o distinga dos mais notáveis dos seus colegas. Assim se distinguiu Flávio Alcaraz Gomes. Muitas vezes pagou caro por isso, mas honrou até o último momento a profissão que adotou, e por isso nos fez ainda mais valorosos. Flávio, nós radialistas e jornalistas que nos regozijamos com o teu trabalho, choraremos a tua falta, mas te louvaremos enquanto aqui permanecermos.

No podcast, um dos arquivos da série As Vozes do Século XX (acervo Ivan Dorneles Rodrigues).

2 respostas
  1. Agilmar Machado says:

    Muitas vezes estivemos conversando na ARI (Associação Riograndense de Imprensa), era muito positivo no que dizia, sofreu alguns revezes na vida e participou de muitas coberturas internacionais, como a Guerra do Vietnam. Dentre outras obras publicou “Diário de um Reporter”, algo excepcionalmente verdadeiro sobre sua vida e sua obra!
    Era, antes de mais nada, UM PROFISSIONAL!
    Lamento profundamente, apesar da doença e da idade que já o afligiam…

  2. Carlos A Shur says:

    Ouvi, durante anos seu programa da manhã com a bela vinheta sobre o Orly. Mas, é o final do programa da tarde, que vem à memória: “… lá, muito além de 2001… Com ele, Flávio nos levava a fatos e mundos, passados ou vindouros. Os anos eram os 60/70. e eu um garoto do interior (Santa Maria). Tenho todos seus livros autografados. Grande Flávio, um jornalista à moda antiga. O Rio Grande perde o Papa do Jornalismo.

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