Frios tempos de quentes recordações

Publicado em: 29/10/2011

Tributo ao chefe escoteiro Paulo Roberto Guimarães

Lá pelos idos dos primeiros anos da década dos anos de 1960 lembro um cinco de Julho em que acampamos no sopé do Morro da Cruz, no pé da Serrinha lá na Trindade, propriedade rural de um parente. Montamos nosso acampamento à beira de belo e murmurante riacho, sobre um chão atapetado de folhas secas, e, sob um teto de centenárias árvores frutíferas naquele inverno de rigorosa geada nos contrafortes do Morro da Cruz. Ao longe, na noite trindadense, uma sanfona, um violão e um pandeiro, entoavam canções de algum arrasta-pés, no que naquela época, era conhecido como “Trás -o-Morro”.
Um belo Fogo do Conselho, uma Patrulha Sênior bem montada com adolescentes sadios e puros, tínhamos ali uma coletividade assaz representativa: três futuros médicos, dois futuros dentistas, um Arquiteto e um Agente de Saúde. Só o tempo e os vestibulares que fizeram, os confirmaram no que diziam desejar para suas vidas.

Naquele círculo de irmãos escoteiros, eram todos iguais, alegres, livres e fantásticos garotos de uma época esplendorosa, onde se sabia que o Movimento Escoteiro era um breve colóquio, com suas canções emotivamente fortes. Hoje, alguns sessentões, ainda têm aquele brilho puro e audacioso que um dia fizeram questão de eternizar no Cerimonial de Promessa Escoteira.
Foram meus primeiros filhos, pois o que lembro daqueles oito meninos de caráter e fibra é o que hoje tenho nos meus quatro filhos biológicos: bons cidadãos, honestos profissionais e pessoas que ainda nos permitem ter certeza e fé nesta Nação brasileira.

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