Gafes e Fatos Cômicos

Publicado em: 16/03/2008

Meu amigo Donato Ramos, veterano radialista que é, também, poeta, escritor, pintor, músico, um talentoso artista, enviou mais alguns causos da sua coleção que passo a contar pra vocês.
Faz muito, muito tempo. Ludovico Mickosz, que depois dirigiu a Rádio de Paranaguá, atuava na Rádio Colombo de Curitiba, a emissora do meu amigo Ervin Bonkoski. Num certo evento, Ayrton Goulart iniciava uma transmissão externa e chamou o pessoal do estúdio:

– Alô, estúdio. Alô estúdio. Como está chegando o som?

E dos estúdios o Ludovico respondeu:

– Estamos recebendo regular; procure MELHORAL por aí .

O Ayrton ficou sem saber se deveria conseguir mais qualidade para o som ou comprar um comprimido .

* * * * *

E esta foi na TV Tarobá, no carnaval de 1.986. A repórter Taniclaer Marcon em entrevistas de rua diz empolgada:

– Todo mundo quer falar , Jorge. Vamos entrevistar este garoto que está aqui perto. E daí, garoto , o que você deseja falar aqui na Tarobá?

E o guri diz:

– Respondo ao que você perguntar, ora. Não é você a repórter?

As transmissões externas sempre trazem surpresas.

* * * * *

Conversando com o locutor, compositor, veterano e criativo comunicador Cláudio Ribeiro, ficamos um bom tempo relembrando os acontecimentos do passado em nossas longas carreiras de radialistas. Vieram à tona os causos envolvendo nossos antigos colegas e amigos. Um dos “premiados” com as nossas recordações foi o Carlos Kleina que, eu já falei anteriormente pra vocês, sempre foi um excelente colega, muito divertido e brincalhão .

Nos meados dos anos 80, quando todos nós atuávamos na Rádio Clube Paranaense, lembra o Cláudio Ribeiro que uma das diversões do Kleina era deixar em má situação os seus colegas locutores quando eles estavam falando ao microfone. Para provocá-los ele fazia caretas, olhava-os fixamente, fazia gestos, inventava mil coisas para distraí-los e fazer que cometessem erros para depois dar gargalhadas a sua custa. Era enorme o esforço dos locutores para não rir quando o Kleina fazia suas criancices.

Certa vez, um casal vindo de outro Estado foi visitar os estúdios da Bedois. Um diretor na emissora pediu ao Cláudio Ribeiro que acompanhasse os visitantes e lhes mostrasse as instalações da emissora. E aí, aconteceu a terrível gafe. Quando o Cláudio Ribeiro abriu a porta da sala de locução para que o casal entrasse, os espantados visitantes flagraram um insólito momento em que o travesso Carlos Kleina, que havia esgotado todo o seu repertório de provocações sem conseguir que os locutores se atrapalhassem na apresentação do jornal falado, numa última tentativa abaixou as calças para fazê-los rir. E o casal de visitantes contemplou pasmado o bumbum do Carlos Kleina.

E o Cláudio Ribeiro quase morreu de vergonha , sem saber o que dizer para os visitantes.


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