HB 119: Dr.Blumenau encontra novos obstaculos

Publicado em: 01/02/2012

Dr. Blumenau foi deixado, inesperadamente, no Rio de Janeiro. O comandante do veleiro, que havia prometido chamá-lo em terra na hora da partida, não o fez. É assim que ele narra em sua carta aquele acontecimento: “cessou o temporal e eu fui até o cais. Com surpresa vejo que o navio já ia longe. Tentei alcançá-lo num bote alugado, mas qual! Tomara enorme dianteira e eu fui obrigado a voltar. A minha bagagem e plantas lá se foram para o sul. Quatorze dias depois eu segui num vapor. Encontrei a minha bagagem num estado miserável, recolhida a um quintal, exposta ao sol e à chuva.

As plantas estavam irremediavelmente perdidas e o restante muito desfalcado e estragado. Ao ver tudo isso, chorei de raiva”.

Para quem o conhecia e tinha claro o seu perfil de homem decidido e afeito à luta, essa confissão causava espanto. Mas ele afirmava que chorou… de raiva! E  prossegue sua carta: “afinal, depois de uma ausência de quase dois anos, cheguei ao Itajaí. Novas e desagradáveis surpresas aí me esperavam. No local onde eu havia empregado o melhor de seis mil thalers, encontrei apenas algumas choupanas mal feitas, que não valiam trezentos thalers; um negro paralítico e uma preta velha; um engenho de serra que, com a menor enchente, já não trabalhava mais. Nada de plantação a não ser um pasto miserável no qual estavam fechados uns oito ou dez bois carreiros. Não havia nada preparado para receber e abrigar os colonos que já estavam em viagem”.

A seguir: como seria a chegada desses imigrantes diante de tal quadro?

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