HB 129: a epopeia que foi a fundação de Blumenau

Publicado em: 25/04/2012

O preparo do Dr. Blumenau era tão minucioso que se pode atribuir à carta enviada ao amigo, cujo nome não consta das anotações históricas, o início das notas com que haveria de subsidiar a história da notável epopeia que foi a fundação de Blumenau. Por outro lado, abre o coração. O silêncio que mantinha perante os colonos, nunca se queixando dos azares porque passava, visava manter o entusiasmo – como se diz hoje, o alto astral – para não influir negativamente no espírito daqueles que, como ele, por certo sentiam as mesmas agruras e passavam pelo mesmo desconforto. A ele, porém, como líder, era proibido pelo bom senso conversar tais assuntos com os liderados. Do contrário, a relação do cotidiano se transformaria em um rosário de queixas com queda, indesejada, de produtividade e de ânimo.

De mais a mais, alguns poderiam fazer uso do ambiente desconfortável para se declararem enganados quando receberam informações do eldorado que seria esta região. Assim aparecia a propaganda na Alemanha, para atraí-los, e essa era a convicção do colonizador em relação a estas paragens. Acontece que convicção é um sentimento muito pessoal e bastante subjetivo. O entusiasmo de um não será, necessariamente, o mesmo entusiasmo capaz de contagiar um grupo. E o Dr. Blumenau sabia muito bem disso e tinha bastante cuidado para transferir aos colonos um sentimento sempre positivo a propósito da realidade que vivenciava no Vale do Itajaí. A tal carta parecia, então, a válvula de escape para suas queixas.

A seguir: foram vãs as tentativas de reaver o material despachado do Rio de Janeiro.

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