HB 132: Era, enfim, uma vida de cachorro

Publicado em: 23/05/2012

Todos solteiros não havia quem administrasse as casas. De acordo com o relato do Dr. Blumenau, ele contava com os serviços de uma afro descendente, que servia de cozinheira e lavadeira. Os outros colonos faziam pessoalmente o serviço na cozinha ou alugavam um rapaz para essas tarefas. “Os nossos produtos não tinham preço, conta ele. “Era, enfim, uma vida de cachorro. A coisa ia tão mal que eu mesmo tinha a impressão de que o meu estabelecimento não teria futuro. Isto me custava muitas noites de insônias. Mas não me desfiz dos meus planos e projetos. Antes, continuei fazendo tudo por conseguir os fins que almejava. Empreguei todos os meus esforços e persistência sem me importar com prejuízos secundários que não devem causar surpresa na vida do colono”

Teimoso ou persistente, o colonizador confessa-se disposto a gastar até o seu último vintém. Os dissabores aborreciam, pressionavam, faziam perder tempo, mas não o dissuadiam dos planos. Contava com quatro bons amigos, cujos nomes não menciona na carta, e muito crédito. Havia já acumulado muitos conhecimentos e experiências e entendia o seu projeto como uma missão do alto interesse de sua pátria. “Não vim ao Brasil para ganhar dinheiro”, dizia ele. “Isto eu teria feito melhor de qualquer outro modo e em outro lugar”. E sua carta prossegue, contando minúcias do quotidiano.

A seguir: Reinhold Gaertner abriu mão do salário frente ao estado precário da colônia.

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