HB 135: Aqui não tenho um só dia de sossego

Publicado em: 14/06/2012

Pelo que se lê na história da cidade, nunca seria possível imaginar palavras tão amargas como as que o colonizador inseriu em sua carta: “aqui não tenho um só dia de sossego; de todos os lados me procuram e há necessidade de se ter a paciência de um anjo para se suportar tudo. Dinheiro entra bem pouco. Aqueles que possuem algum não pensam em pagar as dívidas e empregam os seus recursos em outro modo. No fim de 1853 e início de 1854 eu fiquei farto de tudo. Desgostos, trabalhos excessivos, miséria, a vida sem um único e breve raio de alegria, o triste pressentimento de estar empregando inutilmente as minhas energias e o meu último vintém, deixaram-me exausto, impossibilitado de trabalhar como no tempo passado”.

Dr. Blumenau era de uma têmpera incomum. Sua resistência era invejável e o vigor das suas idéias era contagiante. Mesmo assim, seu limite humano parecia exaurido. Esse desabafo, com o rol de queixas que se segue em sua carta, deixa para a história o testemunho de que foram muitos os sofrimentos para implantar a colônia de Blumenau. Ouçam o que ele dizia mais: “a perspectiva, pois, nada tinha de risonha. Os meus recursos estavam quase no fim pela carestia reinante e pelos muitos auxílios pecuniários prestados aos imigrantes. Eu não podia contar com rendimentos. A imigração se fazia lentamente porque na Alemanha, principalmente na Prússia, havia uma guerra tremenda contra a emigração”

A seguir: quantos, no seu lugar, teriam continuado?

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