HB 157: O progresso da colônia

Publicado em: 21/02/2013

Dr. Blumenau continuava incansável. Era seu feitio. A luta pelo progresso da colônia fora sua opção de vida. Sua presença física era constante na sede do município e na capital da Província, buscando, junto ao governo, o atendimento a necessidades e as providências exigidas para o bom andamento das coisas no estabelecimento. A dez de fevereiro de mil, oitocentos e setenta a vida sorria, mais uma vez, em seu lar. Nascia Cristina, a primeira filha. Hermann, o primogênito, contava um ano e nove meses. Em agosto de mil, oitocentos e setenta e um o colonizador seguiu para a Corte, levando uma agenda bastante robusta e informações que entendia necessárias para o governo imperial. Por lá demorou-se o resto desse mês, todo setembro, só retornando a vinte e cinco de outubro, depois de tudo bem encaminhado e de refeitos contatos que entendia necessários para ser visto e sempre lembrado.

Mais uma vez seu lar foi enriquecido em vinte e sete de dezembro desse mesmo ano com o nascimento da segunda filha: Gertrudes. Quatro anos depois, a quatorze de maio de mil, oitocentos e setenta e cinco foi à capital do Império. Deixara organizada a exposição colonial realizada em 18 de julho sob a presidência do diretor interino Hermann Wendeburg, tendo por local Casa dos Atiradores. O evento alcançou sucesso extraordinário. Nesse mesmo ano o governo imperial conferiu-lhe a comenda da Ordem de Cristo em reconhecimento aos leais serviços prestados ao Brasil. Nessa época a colônia já somava em torno de dez mil habitantes. Desenvolviam-se nela muitas atividades e expandia-se, dia a dia, para o centro com novas explorações e novas culturas. Alcançava já as margens do Garcia, d a Velha, Rio do Testo, Itoupava, Mulde, Benedito, Cedros, Encano, Warnow, Ilse, Neisse, São Pedro, São Paulo, etc.. Contava com duas escolas públicas, seis escolas subvencionadas e dezenove particulares.

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