HB 158: Blumenau, o município

Publicado em: 28/02/2013

A colônia passou a ter, em mil oitocentos e setenta e seis, vigário residente. Chegava o Padre José Maria Jacobs, cujo nome está intimamente ligado à história do município como um caráter nobre e digno. Em todos os ramos de atividade a colônia progredia de ano para ano. Era na indústria, na agricultura, na pecuária e no comércio, de tal maneira que o governo passou a encarar as sugestões de emancipação fornecidas pelo Dr. Blumenau com alguma insistência nos últimos tempos. Ademais, a concessão de autonomia tiraria das obrigações do governo enormes despesas que o estabelecimento exigia. O colonizador lembrava, com freqüência, essa necessidade ao governo. Sempre com a franqueza que o caracterizava, não deixava passar uma oportunidade para expor as razões que impunham à administração da Província providencia imediata a respeito. Nos relatórios de mil oitocentos e setenta e seis, setenta e sete e setenta e nove, essa era a tônica.

O colonizador foi sempre, do começo ao fim, o mesmo dedicado amigo e protetor dos imigrantes e incansável zelador da colônia. Finalmente, em mil oitocentos e oitenta o governo provincial resolveu acatar as suas ponderações. Nasce o município de Blumenau. Através da Lei número oitocentos e sessenta, de quatro de fevereiro, desmembrou as freguesias de Gaspar e Blumenau do município de Itajaí para constituírem o novo município com sede na povoação da colônia elevada à categoria de Vila. Foram criadas ainda, pela mesma lei, as repartições públicas indispensáveis aos negócios judiciais, policiais e fiscais. Ao mesmo tempo o governo imperial determina a emancipação da colônia, desde a sede até o Ribeirão do Neisse, na margem direita o Itajaí, através do Decreto número sete mil, seiscentos e noventa e três.

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