HB 160: administração

Publicado em: 14/03/2013

Esta história deixa uma interrogação para qualquer pessoa mais atenta: qual teria sido a reação do Dr. Blumenau ao ver tudo o que construíra em mãos de outros? Teria sido fácil deixar tudo pelo quanto deu a vida, que tratava com tanto carinho e zelo, sem uma forte emoção ou sentimento de perda? As fontes consultadas não fazem menção a isso. Pelo menos de alguma queixa do próprio. Mas houve alguém que registrou o seu inconformismo em duras críticas ao governo. Entendeu o então Senador Alfredo d´Éscragnolle Taunay, que foi um lamentável erro do governo ter dispensado o criador de tudo da direção da colônia. Não só a sua experiência teria sido valiosa para a continuidade dos trabalhos como a sua manutenção teria representado a mais justa das homenagens. Afinal, tudo que se herdava de positivo era devido àquele homem austero, justo, leal e sincero.

A direção da colônia foi dissolvida em janeiro de mil oitocentos e oitenta e dois. Como a instalação do município fora prorrogada em conseqüência dos contratempos gerados pela enchente de dois nos antes, as ações administrativas continuaram por conta da Comissão Antunes, criada pelo governo da Província para reconstruiri o que o rio havia destruído. Em julho desse ano foram eleitos os primeiros vereadores e a dez de janeiro de mil, oitocentos e oitenta e três, foi instalado o município de Blumenau, em meio a grandes festividades. O colonizador ainda continuava por aqui, ajudando e assistindo a todas as transformações pelas quais passava o sonho da sua vida. Nessa época o novo município contava com dezesseis mil, trezentos e oitenta habitantes e a sua superfície era de onze mil quilômetros quadrados que abrigavam dois distritos de Paz: o de São Pedro Apóstolo de Gaspar e o de Blumenau.

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