HB 60: Blumenau é emancipada politicamente

Publicado em: 27/08/2010

Pois bem! A quatro de fevereiro de 1880 a Lei nº 860, sancionada por Olímpio de Souza Pitanga, Presidente da Província, emancipou Blumenau politicamente. Essa lei foi de conseqüências bastante notáveis para o desenvolvimento do empreendimento. Estimulou o crescimento da sua agricultura e das indústrias, assim como veio ao encontro de sugestões do diretor da Colônia. Dr. Blumenau insistia, em quase todos os últimos relatórios, que tal medida fosse adotada para o bom andamento dos negócios administrativos do estabelecimento.

O Governo Imperial ratificou a emancipação de Blumenau pelo Decreto 7.693, em 20 de abril. Quanto ao Judiciário, o novo município continuava dependente da Comarca de Nossa Senhora da Graça, com sede em São Francisco. O código de posturas a ser obedecido era o do município de Itajaí até que a Câmara de Blumenau elaborasse seus próprios estatutos. / Na mesma lei de emancipação ficou criado o ofício de Tabelião do Público, Judicial e Notas, Capelas, Resíduos e Escrivão de Órfãos e Ausentes, além de uma Coletoria das Rendas Provinciais. Eram decorridos apenas vinte e oito anos desde o início dos trabalhos efetivos, com a chegada dos dezessete primeiros imigrantes à nova terra.

Os preparativos para a instalação do município constituíam os novos desafios dos administradores da colônia. Tudo corria com a necessária pressa e em meio à maior animação. Motivos não faltavam para que todos, a começar pelos habitantes, passando pelos administradores locais, alcançando os da Província e o próprio Governo Imperial, vislumbrassem novos e promissores tempos para o empreendimento. Os incrédulos ou detratores do Dr. Blumenau em tempos idos rendiam-se ao êxito consagrado pelas medidas governamentais. Do mais jovem ao mais idoso morador, o entusiasmo era contagiante e tudo fazia crer numa grande festa de instalação. Eis que se abate sobre Blumenau uma grande desgraça.

No próximo capítulo: Blumenau resiste e subsiste às enchentes.

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