HB 72: Blumenau é matriculado no Ginásio Martino-Katharineum

Publicado em: 19/01/2011

Voltemos à Páscoa de 1834. Naquele ano, algumas semanas depois da sua confirmação, que o pré-adolescente Hermann Bruno Otto Blumenau teve sua matrícula no Ginásio Martino-Katharineum. Veja-se a incrível coincidência com o futuro quando, ao decidir-se pelo Brasil, Blumenau escolheu Santa Catarina para implementar o sonho de uma colônia. Ainda que na época fosse a Província do Desterro nada que pudesse evocar alguma influência subconsciente para o Dr. Blumenau, a coincidência merece registro, muito em especial para os espíritos místicos, que acreditam na predestinação. 
 
Com atividades em Brunswick, capital do ducado do mesmo nome, esse ginásio era o resultado da fusão entre as escolas do ensino secundário Martineum e Katharineum, ambas fundadas em mil quatrocentos e vinte. Era o instituto de ensino mais conhecido do ducado. Caracterizava-se como um centro de cultura de espírito humanístico. Atribui-se a essa escola os conhecimentos suficientes para que, mais tarde, o jovem fosse admitido na universidade. Há, porém, um senão. Embora aluno extremamente aplicado, com impressionante facilidade para aprender, Hermann deixou o ginásio prematuramente, sem receber o certificado de conclusão.
 
Ele nunca falou e ninguém pode afirmar, com certeza, porque interrompeu ou teve interrompidos os estudos já em 1836. Houve quem deduzisse que obedecera a ordens do pai. Consta que o senhor Karl Friedrich Blumenau tinha de educar a seis filhos e temia que as despesas acarretadas pelo prolongado estudo do mais jovem deles pudesse complicar a situação. Muito especialmente, porque nenhum dos filhos mais velhos – Karl Blumenau, Julius, Agnes, Auguste Emilie – recebeu instrução superior. Mas tudo não passa de especulação, já que coube a Hermann uma apreciável fortuna por herança na morte dos pais.
 
No próximo capítulo: Como o jovem Hermann foi parar na farmácia?

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