HB 75: a peregrinação de Hermann Blumenau

Publicado em: 09/02/2011

Imediatamente após a aprovação no exame oficial de farmácia, Hermann empreendeu uma jornada de grande fôlego em busca da cura para o seu problema de saúde. Conforme vimos em capítulo anterior, ele sofreu de uma enfermidade que o deixou parcialmente surdo. De mochila às costas, percorreu, a pé, boa parte da Boêmia, Alta Áustria e Salzburgo até Gastein. Nada encontrou, porém. Foi além. Vagou pelos Alpes, chegando até Heiligenblut, aos pés do Monte Grossglockner. Desistiu de escalar a montanha, porém, de vez que os recursos financeiros eram insuficientes. Resolveu, então, prosseguir sua peregrinação.

“Colhendo alguns vegetais e muitos minerais bonitos” – como escreveria mais tarde – passou por Saalfelden e Passau, sobre o Danúbio. Atravessou as florestas bávaras e a Serra de Fichtel, em demanda de Erfurt, de onde rumou para Hasselfelde. Nessa época seu pai, Karl Friedrich Blumenau fora nomeado Conselheiro Florestal do ducado. Pouco se sabe do que ocorreu logo a seguir. Hermann trabalhou de 1840 até março de 1841, como praticante na farmácia Gerhard. Em seguida mudou-se para a estação balneária de Salzutlen, próxima à floresta de Toteburgo, onde foi trabalhar na Farmácia Brandes.

Ao que tudo parece, foi um período de instabilidade em sua vida.  Na busca de rumos definidos para seu projeto, voltou a Erfurt. Esta cidade detinha o prestígio de centro farmacêutico da Alemanha. Ali trabalhou até março de 1837, ano do falecimento Dr. Johann Trommsdorff, avô materno do Dr. Fritz Muller. O Dr. Trommsdorff era proprietário da “Schwanen-Apotheque”, professor da Universidade local, Diretor da Real Academia de Ciências de Utilidade Pública e fundador do Jornal da Farmácia. Foi, ainda, fundador de um instituto de ensino para a formação de farmacêuticos e autor de numerosas obras científicas.

No próximo capítulo: a vida de Hermann ganhava novos rumos a partir daí.

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