HB 80: a influência de J. Sturtz sobre o futuro colonizador

Publicado em: 13/03/2011

Johann Jakob Sturz, mencionado muitas vezes na história de Blumenau simplesmente como J. Sturz, merece particular atenção nessa epopéia. Ele fora nomeado Cônsul Geral do Governo Imperial na Prússia. Tal fato não teria acontecido ao Deus dará. A primeira consideração do Império era, necessariamente, o quanto ele sabia sobre o Brasil. Afinal, passava a exercer um cargo de alta representatividade e em tais circunstâncias eram-lhe exigidos conhecimentos do país nos seus mais variados aspectos. Da geografia, passando pelo clima temperado – bem diferente da Europa – até as potencialidades econômicas da jovem nação, teriam que estar no domínio dos seus conhecimentos.
 
Com efeito, J. Sturz acabou exercendo extraordinária influência sobre o futuro colonizador. Quase vinte anos mais velho que o jovem Blumenau, filho de alto funcionário público bávaro, Sturz habilitou-se a um elevado conceito internacional pelas aptidões que demonstrou no México. Ainda jovem viajou por todo o Brasil. Aqui foi funcionário de uma empresa inglesa de mineração de ouro. Não ficou muito tempo, todavia. Sua aversão ao tratamento cruel a que eram submetidos os escravos e por não ter conseguido melhorar a situação deles junto aos patrões, o levou a dar no pé. Realizou uma série de outras empreitadas pelo Brasil, mostrou-se abolicionista convicto, e acabou deixando uma imagem de elevado conceito. 

Pois foi esse o homem que forneceu a Hermann Blumenau os dados mais precisos e preciosos para o levantamento que fazia. Sua paixão pelo Brasil acabou contagiando aquele sonhador de apenas vinte e cinco anos. Blumenau encantou-se por Sturz e tudo quanto soube transmitir. Excelentes idéias, planos impressionantes, exuberante criatividade, religiosidade sem artifícios, humanista por convicção, deixou vivamente impressionado ao jovem que o procurava para saber o Brasil. Minucioso e convincente, J. Sturz acabou por influenciar o retorno de Blumenau a Erfurt inteiramente decidido a emigrar para o Brasil.
 
No próximo capítulo: teria o jovem Blumenau sido leviano ao deixar Trommsdorff, o sócio que tão bem o acolhera?

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