História de Blumenau – 34

Publicado em: 27/02/2010

Alguns destaques na história do Professor José Ferreira da Silva, em registro na obra Centenário de Blumenau, exaltam o espírito superior do Dr. Blumenau. Era bastante culto, liberal, ponderado e justo. As conclusões do historiador foram tiradas, entre outras observações, do Regulamento da Colônia. Esse regulamento fora apresentado à Assembléia Legislativa de Santa Catarina, em 1848, por ocasião do requerimento em que pleiteava as terras do Itajaí para a “Sociedade de Proteção aos Imigrantes Alemães” no Brasil. Vale à pena conhecer alguns dos seus itens.

O artigo quinto do Regulamento da Colônia estabelecia: “os colonos, logo que entrarem na posse de qualquer porção de terras que lhes for destinada por distribuição ou por compra que fizerem à Companhia, serão ipso facto considerados cidadãos brasileiros naturalizados”. Percebe-se, aqui, o esforço do colonizador em tornar as propriedades dos colonos perfeitamente acabadas, eliminando, inclusive, a possibilidade de contestação legal que pudesse obstaculizar a distribuição – ou mesmo a venda – de terras a estrangeiros. De outra parte garantia os interesses do País em atrair imigrantes, outorgando-lhes, com a cidadania, direitos iguais aos dos brasileiros.

No artigo décimo ficava estabelecido que “os agentes da Companhia deverão fazer sair das colônias, para não mais a elas tornar, aquele indivíduo que, por seu procedimento, servir de mau exemplo aos colonos”. Outro artigo proibia, terminantemente, a entrada de escravos na colônia. Este artigo exerce seus efeitos até os dias atuais, quando considerado o índice da população de raça negra no município. Responde, inclusive, a uma pergunta muito comum a visitantes que se impressionam com o pequeno número de famílias dessa descendência. Elimina, de vez, possíveis dúvidas de racismo por parte da direção da colônia e consagra o filósofo como um humanista.

No próximo capítulo: a todas essas como ficou a situação do Dr. Blumenau?

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