História de Blumenau – 41

Publicado em: 23/04/2010

No ano de mil oitocentos e sessenta e três o engenheiro Wunderwaldt comandou a exploração dos vales do Rio do Testo, Rio dos Cedros e Rio Benedito. Ao longo de suas margens foram-se expandindo os lotes coloniais. O Testo Salto, cuja colonização teve início no ano de 1860, foi dividido em cento e vinte e cinco lotes, que seguiam a margem direita e a margem esquerda do rio. A esta altura já funcionava no bairro a atafona com a qual Johann Karsten deu início às suas atividades empresariais. Aproveitando uma pequena queda d´agua, começou ali a produção de farinha, que atendia a Blumenau e toda a região.

O Pastor Oswaldo Hesse continua ampliando o curso particular com que ingressou na atividade de empresário do ensino. Da mesma forma o médico, Dr. Eberhardt, também cria um curso particular no Garcia, ampliando a rede de ensino para satisfação das necessidades da população da colônia. É possível perceber, aqui, não só   os avanços que o empreendimento conquistava em sua instalação física, melhorando as condições de moradia dos colonos, criando equipamentos de segurança nos mais diversos aspectos, como a preocupação com o ensino, detalhe responsável por uma história de desenvolvimento intelectual e cultural bastante notável nos dias atuais.

A natureza, contudo, não foi muito camarada com os colonos e dirigentes do empreendimento. Chuvas, enchente do rio Itajaí, fortes ondas de frio interferiram no desenvolvimento da produção, fazendo com que seus índices baixassem. Isso, contudo, não causava grande impacto junto ao Governo Imperial. Os planos do Dr. Blumenau e os números alcançados até então, perfeitamente compatíveis com a realidade detectada pelos organismos de fiscalização e controle do projeto, satisfaziam as expectativas. E a confiança do Imperador Pedro II no administrador da colônia era crescente.

No próximo capítulo: surge na Alemanha forte campanha contra a imigração para o Brasil.

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