História de Blumenau – 49

Publicado em: 11/06/2010

Chegamos, no capítulo anterior, ao ano de 1869. Víamos a posição da economia da colônia. Eram setenta e seis engenhos de açúcar, sessenta e dois alambiques, sessenta e cinco engenhos de farinha de mandioca, oito olarias, duas fábricas de louça de barro – que hoje denominamos cerâmica. Havia, ainda, uma fábrica de cerveja, uma de vinagre, seis fábricas de charutos, dezoito engenhos de serra, três descascadores de arroz, dois moinhos de azeite. O transporte era realizado por oitenta e três carroças de quatro rodas com eixo de ferro.

Mesmo antes de avançar neste momento da colônia, é possível perceber a sua força econômica, posição alcançada no futuro quando foi cognominada de “capital econômica do Estado”.

Despontava, também, com expressiva estrutura de prestação de serviços. Os profissionais cadastrados pelo Dr. Blumenau preenchiam, de modo geral, todas as necessidades da povoação. Mais ainda: exportavam mão de obra autônoma para toda a região. Eram trinta e seis marceneiros, trinta e cinco carpinteiros, oito açougueiros, cinco torneiros, quatro construtores de engenhos, dois encadernadores, um relojoeiro, vinte e sete pedreiros, dois padeiros, treze ferreiros, um ourives, dois latoeiros, seis serralheiros, dezesseis alfaiates, dezenove sapateiros, seis seleiros, um médico, uma farmácia, três parteiras, dezessete casas de secos e molhados, vinte e duas casas de pasto e pensões. Entenda-se por casas de pasto, locais onde eram fornecidas refeições.

Nossa relação da estrutura da colônia em 1869 completa-se com duas escolas públicas primárias e cinco particulares. Das escolas púbicas uma dedicava-se ao ensino de meninos e era administrada por Vitor von Gilsa. A outra era para meninas e sua administração ficava a cargo de Apolônia von Buettner./ Números, assim como percentuais e estatísticas, constituem matéria indigesta para ouvir. Historicamente, porém, não há como fugir deles. Constituem a linguagem mais eficiente para uma idéia do progresso e do desenvolvimento alcançado pela colônia, poupando o historiador do uso de palavras elogiosas, sempre suspeitas do ponto de vista ideológico e filosófico. Mas era extraordinário o progresso da colônia em seus primeiros vinte anos.

No próximo capítulo: a influência da guerra entre Alemanha e França na colônia Blumenau.

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