História de Blumenau – 52

Publicado em: 02/07/2010

O nome Blumenau ganhava força. Já havia ultrapassado as fronteiras da Província, do Império e recebia visitas freqüentes de altas autoridades nacionais e estrangeiras. A vida na colônia transcorria em paz e abundância. A agricultura e as pequenas indústrias progrediam a olhos vistos. O entendimento entre os colonos dos diversos credos era excelente. Tanto que se auxiliavam, mutuamente, na construção de seus templos e capelas. A “kulturverrein” continuava em suas reuniões semanais regulares, promovendo concursos e exposições de produtos regionais.

Era significativa também a sua ação de incentivo ao plantio, distribuição de mudas e o fornecimento de informações técnicas sobre o assunto.

O ambiente era de grande interesse pelo cultivo sempre aperfeiçoado da terra. Havia cuidado especial no aperfeiçoamento do espírito de comunidade, com forte dedicação ao melhor ambiente moral. Os colonos conviviam alegremente nas reuniões de caráter recreativo da Sociedade de Atiradores. Bailes públicos e particulares eram promovidos no intuito de agregar os moradores, permitir-lhes horas de lazer e sã camaradagem, aprofundando laços de amizade nascidos da mesma sorte ao escolherem este pedaço de chão para realizarem seus projetos de vida. Os colonos apreciavam sobremaneira esses encontros, traço notável, ainda hoje, entre os descendentes germânicos.

No ano de mil, oitocentos e setenta e quatro, grande perda para a colônia. Um grande amigo de todos, que maiores serviços tinha prestado até então, deixa o convívio dos colonos. Foi o Professor Vitor von Gilsa. Nomeado professor público desde os primeiros anos de fundação da colônia, exerceu o magistério com rara dedicação e invulgar consciência da sua relevância. Foi ele mesmo quem, na Guerra do Paraguai, em mil oitocentos e sessenta e cinco, comandou o corpo de voluntários de Blumenau.  Modesto e simples realizou um grande trabalho em silêncio, sem ostentação, deixando uma contribuição que foi, é e será sempre reconhecida como de alta relevância para a história deste município. Morreu aos oito dias de novembro, um domingo, deixando muita saudade.

No próximo capítulo: a morte de von Gilsa no Relatório do Dr. Blumenau.

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