Histórias engraçadas do rádio

Publicado em: 19/04/2009

O rádio tem mesmo muitas histórias. Tantas e tão fantásticas que nunca se sabe ao certo se são ou não verdadeiras.
Uma delas corre atualmente pela Internet que recebi por e.mail de um amigo que mora em São Paulo. Teria supostamente acontecido na rádio TUPI FM 104,1 da capital paulista, especializada em música sertaneja:

Locutor:- Quem fala?
Ouvinte:- É o Vicente.
Locutor:- De onde, Vicente?
Ouvinte:- Da Lapa!
Locutor:- Olha aí, Vicente da Lapa! Valendo o kit com camiseta e CD  do Edson e Hudson. Presta atenção! Qual é o país que tem duas sílabas  e uma delas é algo que se pode comer? Prestou bem atenção? Há um país com duas  sílabas e uma delas é uma coisa muito boa para se comer. Dez segundos para  responder.
Ouvinte:- CUBA!!!
Locutor: (mudo por alguns segundos e algumas risadas no fundo) Tá certo, Vicente! Vai levar o prêmio pela criatividade. Mas aqui na minha ficha a resposta certa era JAPÃO.

Isto me fez lembrar o bom e saudoso amigo Fiori Giglioti, da Rádio Bandeirantes de São Paulo. Ele apresentava um comentário chamado “Bola de Meia”, logo depois do programa “Os Brotos Comandam”, com Sérgio Galvão no tempo em que a Bandeirantes ainda funcionava na Rua Paula Souza. Historia contada pelo próprio Sérgio Galvão quando trabalhamos juntos na Rádio América, muitos anos depois.

Como era um programa para a juventude e compareciam muitas ouvintes, Fiori fazia seu comentário num estúdio menor, controlado pelo mesmo operador. Na brincadeira, Sérgio Galvão, para se exibir, disse para a turma: Se eu fosse apresentar esse programa do Fiori eu faria assim… “A Rádio Bandeirantes apresenta, Bola de M…(erda), com Fiori Giglioti”. Acontece que o microfone estava aberto, já que o operador confuso pensou que Serginho ainda tinha mais alguma coisa para falar. O palavrão saiu alto e bom som no ar. Um constrangedor silêncio. No desespero, o operador passou o microfone para Fiori que entrou no ar desolado.

– “Meu filho, o que é que você fez? O que é que eu digo agora?”

Na rádio 9 de Julho, ainda na Vila Mariana, e antes de ter sido fechada pelo governo militar tinha um operador muito gozador, de nome Duílio, de voz e aspecto sérios. Sua aparência circunspecta fazia parte de seu deboche em que todos caiam. Esta história foi contada por ele mesmo.

Quando atendia os telefonemas dos ouvintes se identificava como José. As pessoas perguntavam: “José de quê?”- e ele respondia: – “José Joaquim da Silva Xavier. Mas pode me chamar de Tiradentes que é como todos me conhecem aqui…”

Em seu horário, mais precisamente às 15 horas tinha um programa com Salomão Esper, “E a saudade continua”, com músicas da velha guarda.  Certa vez chegou uma senhora, dos seus 60 anos aproximadamente querendo dar um recado através do programa. Foi direto à técnica, onde estava Duílio, com seu cinismo habitual.

Mulher: Por favor, eu preciso falar com o seu Salomão…
Duílio: Sobre o quê a senhora quer falar?
Mulher: Preciso mandar um recado para minha filha que mora no Piauí e a rádio pega muito bem lá…
Duílio: Olha. Salomão é aquele senhor careca ali dentro – e apontou para o apresentador no estúdio. – A senhora dê a volta. É na outra porta. Mas espera acender a luz para entrar. E fale bem alto porque o Salomão é surdo.

A mulher, foi, ficou um tempão em frente da porta. Quando a luz acendeu, ela entrou gritando:

“- Seu Salomão. Boa Tarde. Eu vim aqui para lhe pedir…”

E o Salomão, desesperado:

– Calma minha senhora. Nós estamos no ar. Não precisa falar tão alto que eu não sou surdo…

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