Homenagem ao radialista brasileiro – 2

Publicado em: 15/11/2009

Estava dado o passo inicial para divulgação da arte, cultura e educação através das ondas do rádio. Tivemos grandes profissionais de rádio no Brasil, mas para não cometer injustiças não iremos citar nomes. Partindo para a história da radiodifusão no Ceará temos a informar que “O Ceará, como uma experiência de povo que se insere num espaço e tempo particulares guarda em sua memória uma história coletiva de pobreza, miséria, seca, calamidades sociais que trafegam os séculos.

Mas, essa memória-imagem se intersecciona com outras visões. O Ceará das idéias visionárias, da Confederação do Equador, da Padaria Espiritual, da Abolição da Escravatura. É essa união entre contingência e inovação que molda o destino desse povo”.

O rádio na atualidade ainda é um veículo de grande representatividade como mostram os números de aparelhos de radiodifusão sonora existentes no mundo e no Brasil, assim como as peculiaridades brasileiras sobre o hábito de escuta. Em 1997, existiam dois bilhões 432 milhões de aparelhos de rádio no mundo. Dividindo-se por mil habitantes dá um total de 418, ou seja, a cada mil pessoas 418 possuem aparelho de rádio. Quando se compara aos aparelhos de televisão, tem-se um total de um bilhão 396 milhões, significando que a cada mil pessoas, 240 possuem televisão, quase a metade das que possuem rádio. No Brasil, nesse mesmo ano, a UNESCO aponta que existam 71 milhões de aparelhos de rádio, o que indica que a cada mil pessoas, 434 possuíam um aparelho receptor. Numa pesquisa Marplan (Instituto Internacional de Pesquisa) e IBOPE, publicada no jornal O Povo no dia 11 de novembro de 2001, sobre o rádio, tem-se a constatação de que 98% das residências possuem pelo menos um aparelho de rádio, 83% dos automóveis têm rádio e 51% da população têm walkman (rádio pequeno e portátil). E mais: 98% da população acima de 10 anos ouve rádio; 75% escuta rádio todos os dias, numa média de três horas e 45 minutos por dia.

Resumo histórico do Rádio cearense: “João Dummar o pioneiro da radiofonia cearense, fundador da Ceará Rádio Clube PRE-9 em 1934 e tantos outros… Figuras importantes da radiofonia cearense, além dos demais que fizeram parte da fundação da PRE-9 começamos com o que teve a primazia de ser o pai da radiodifusão no Ceará: Paulo Lima Verde nos idos de 1930 e 1940 em Fortaleza era casado com dona Leda, os filhos Reyne, Narcélio, Paulo Lima Verde “o bote seu Paulo”; Eduardo Campos nos anos 1950 (Não faltam talentos nas redações das emissoras). E ninguém perde a “Crônica do Ceará”, ao meio dia, escrita por Otacílio Colares; Nem “ponta de lança”, um comentário cáustico de Armando Vasconcelos, a fazer época com sua frase preferida; doa a quem doer”! (Eduardo Campos), Tudo era mais bonito, fascinante, mágico, mas era o estúdio com seus locutores de vozes possantes, que causavam maior “frisson”, novelas, humorísticos, orquestra tinha gente que ia “brechar” no oitavo e nono andares do Edifício Diogo o ensaio dos artistas. Paulo Cabral, Diretor da PRE-9, contratou para trabalhar naquela emissora, quando tinha onze anos. Ma o contrato teve de ser rescindido, em face da moral doméstica. Era pecado trabalhar em rádio. A discoteca da ceará rádio Clube, no Edifício Diogo. Milhares de discos de cera cuidadosamente guardados em estantes envidraçadas. Parecia um santuário onde Gerardo Barbosa era o sumo sacerdote e Tereza Moura de Aquino, a sacerdotisa.

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