Ignorância e felicidade

Publicado em: 08/07/2012

“A ignorância faz a felicidade dos povos”. A frase é de um ministro francês de 1758. Ele afirmou ainda, que  nada era mais útil ao povo do que a mentira, que nada era mais prejudicial que a verdade. Deixando de lado os exageros que foram corrigidos por sábios da época, a frase se presta muito bem para mostrar como governantes ao longo dos anos costumam trabalhar a opinião pública mantendo o povo desinformado, ignorante quanto o possível e dependente  de ações e boa vontade deles. A mentira oficial circula com mais rapidez que na época do ministro francês da frase, graças aos veículos de comunicação modernos, cuja tecnologia permite chegar no mesmo momento a casa de um humilde morador de Alegrete/RS e na mansão do um empresário paulistano.

O governo mente hoje, como sempre mentiram os antigos, com objetivo de manter o povo sem informação sobre ações, omissões e corrupção que fazem parte do elenco de atividades governamentais. Mentem sobre os números da economia e sobre inflação; mentem sobre estatísticas de populações, mentem sobre declarações feitas, sobre acordos estranhos, sobre proteção e acertos com figuras que vivem à sombra do poder usufruindo de benesses pagas com dinheiro publico.

E o povo que sabe pouco sobre tudo isso, canta, torce pelo seu time, desfila nas festas populares, como se vivesse num país como os governantes costumam mostrar: sem problemas de fome, desemprego, com muitos hospitais  e médicos atendendo a população, com muitas vacinas nos postos de saúde,  com dinheiro no bolso para gastar, sem precisar se endividar em longas prestações com juros  de agiota.

Nos regimes totalitários, seus líderes  costumam deixar o povo cada vez mais distante da informação, das liberdades (especialmente de opinião) e do conhecimento.

Preferem um povo sem capacidade de  análise, sem informação e cada vez mais dependente do governo.

Quando falhas ou falcatruas envolvendo políticos ligados aos governantes, chegam ao conhecimento do  cidadão, a primeira reação dos envolvidos é encontrar um culpado.

A imprensa, que apenas regista os fatos ocorridos, geralmente é escolhida para levar a culpa.  Como se vê,  com toda as mudanças e progressos da humanidade, a mentira e  falsidade no meio político, continuam iguais, e  a frase do francês, continua atual.

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