Iluminura radiofônica 1: Rádio, Cage e Gould

Publicado em: 26/09/2010

Não seria exagero afirmar a sonoridade de objetos inanimados. Recorro à hipótese de McLuhan quando disse que as iluminuras medievais não se tornariam ultrapassadas diante da invenção dos livros impressos e sim, acabariam se transformando em objetos de arte. Caixas de rádio mesmo quando desligadas, ecoam sua história sonora. O inverso também é verdadeiro: sons evocam imagens. Como o som de uma antiga locomotiva cruzando a transmissão, conjugada ao som de um trem supersônico, suscitando o comentário feito por Vera durante a produção deste trabalho. “… sempre volto ao som da locomotiva saindo. Como é bonito! Ela é como esses rádios antigos: embora fora de uso, povoam nossa imaginação de poesia!”

Rádio como arte propõe conceitos, definições, linguagem própria que vai sendo cada vez mais percebida, embora não se trate de novidade. John Cage e Glenn Gould pressentiram isso nitidamente, sendo a proposta deste documentário amplificar essa escuta. [Concepção: Lilian Zaremba e Vera Terra. Roteiro e direção geral Lilian Zaremba. Entrevista, composições e composições próprias: Vera Terra. Participações especiais: Tunga, Rodolfo Caesar, Mauro Costa, Janete el Haouli. Vozes masculinas: Luciano D’Urso, Cristiano Menezes. Voz feminina, gravação de externas e assistência de produção: Adriana Ribeiro. Operador de áudio e edição final: Toni Godoy. Editado nos estúdios da Rádio MEC/ Rio de Janeiro, novembro de 2009. Transmissão em 28 de novembro pela Rádio Visual/ Sétima bienal do Mercosul – Porto Alegre. Capa: concepção, direção de arte e fotografias: Lilian Zaremba. Imagens fotográficas realizadas no centro da cidade do Rio de Janeiro durante gravações externas deste radiodocumentário. Realizacão da EBC: Empresa Brasil de Comunicacão].

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