Inove o rádio em 2009

Publicado em: 22/12/2008

Vamos conhecer as vantagens de uma rádio em relação a outros veículos de comunicação. Alguns desses argumentos a seguir são utilizados para a venda de anúncios no rádio:
– O rádio chega a um maior número de pessoas. 
– O rádio está sempre junto ao consumidor, influenciando na hora da compra.
– As pessoas passam mais tempo ouvindo rádio que qualquer outro meio de comunicação.
– O rádio é imbatível no horário comercial. Pela manhã, as emissoras de rádio têm o triplo de audiência da televisão e mais do dobro no período da tarde.
– O rádio chega mais longe. Ele atinge o consumidor em qualquer lugar, no campo e na cidade, sendo o único veículo que tem um público cativo e exclusivo, incluindo os analfabetos.
– O aparelho de rádio está em praticamente todas as casas. 
– Os anúncios locais funcionam melhor no rádio. O consumidor que tem antena parabólica assiste seu canal preferido direto da rede, sem ver os comerciais locais. Some a isso a concorrência das vídeo-locadoras, canais “Pay-per-view”, assinantes de TV a Cabo e os telespectadores que mudam de canal durante os comerciais através da facilidade do controle remoto.
– O rádio é muito ouvido no verão. Na época mais quente do ano, as pessoas tendem a sair de casa, o que esvazia a audiência da TV e aumenta significativamente a do rádio, que pode acompanhá-lo nos parques, piscinas, lagoas e nos bares a beira da praia.
– O anúncio é mais barato.
– O público principal é feminino. São as mulheres que fazem as compras da casa.
– O público radiofônico é mais fiel. Os ouvintes geralmente são fiéis à rádio com a qual se identificam. Este público participa de promoções, conta seus problemas, presta homenagens, pede uma música especial, confirma informações e até mesmo tira dúvidas.
 – O rádio é mais interativo. A interatividade em rádio é antiga. Desde os primórdios, o meio já atendia aos pedidos musicais e ouvia opiniões e sugestões de seus ouvintes. As pessoas, através de cartas, e-mails ou telefonemas, interagem a todo o momento com os locutores, guiando, direta e indiretamente, a programação da emissora.

Estas são curiosidades e, ao mesmo tempo, informações muito úteis para a sua equipe de contatos comerciais. Encontre as suas próprias qualidades, valorize-as e seja feliz em 2009. 

O autor é publicitário, especialista em Rádio e TV, autor do livro “Você Nunca Ouviu Nada Igual”. Blog: http://vocenuncaouviunadaigual.blogspot.com

4 respostas
  1. J.Pimentel says:

    Estes argumentos e outros mais fazem parte do marketing das emissoras de rádio junto ao meio publicitário.Mas, se não chega a ser falsa, essa constatação não é tão otimista assim. a)A televisão vem ocupando o espaço do rádio cada vez mais, com as novas tecnologias. Bares, restaurantes, automóveis,taxis e até ônibus vêm substituindo o rádio pela TV. b) O dial em AM e FM é poluido por programas mal elaborados,religiosos, horários vendidos, apresentadors mediocres e programação de péssima qualidade. c) Pela má qualidade das emissoras de rádio mídias alternativas estão tomando seu espaço, como aparelhos eletrônicos MP3, MP4, Ipod e outros. d) A maior parte das emissoras não valorizam o espaço comercial, vendem por qualquer preço, poluem as programações com mais de 15 minutos por hora de publicidade mal elaborada, sem criatividade ou limitação de tempo e não conseguem vender tanto quanto a Televisão e)A interatividade entre o rádio e seu ouvinte não mudou em 30 anos. Menos de 5% dos ouvintes participam das programações e, invariavelmente são sempre os mesmos.f)A ausência de diretores artísticos e investimentos em profissionais de qualidade (leiam matéria de Jair Brito no CAROS AMIGOS da edição passada) pioraram a qualidade do rádio que não oferece grandes atrativos aos ouvintes g)As redes em FM ou M estão cerceando as emissoras locais e não oferecem nada de especial para atender as diferenças regionais. Diminuem o espaço para novos profissioanais e ficam mais distante do público local.

  2. J.Pimentel says:

    Sobre este post e minha resposta anterior, gostaria muito que algumas coisas acontecessem em favor do rádio: 1- acabar definitivamente com programas religiosos de qualquer espécie ou denominação. 2 – Mudar o sistema de rádios comunitárias, concedendo rádios às comunidades realmente necessitadas, entregando-as às associações locais, legalmente constituidas e escolhidas pela população como sua representante. As rádios seriam subsidiadas por um fundo nacional de rádios comunitárias com parte do dinheiro cobrado dos direitos autorais e de taxas pagas pelas emissoras regulares, além de alguma dotação governamental. 3 – Volta dos diretores artísticos, profissionais criativos que pensam estratégias e programações. 4 – Fim definitivo de venda de horário ou aluguel. Quem trabalha na rádio tem de ser, obrigatoriamente, funcionário registrado, com salário e participação estipulados em contrato. 5 – Criar uma associação de profissioanais, fora dos sindicatos e da ABERT, que tenha por finalidade discutir e pensar o rádio, dando a ele qualidade e capacidade de competição com os outros meios de comunicação. 6 – Investir nas rádios de rede e nas rádios locais e regionais através de centrais de comercialização, que podem até trabalhar em comum acordo com os representantes em diversas praças. Essas centrais seriam também responsáveis por promover pesquisas, levantamento de mercado e boletins informativos para os anunciantes, agências de propaganda e grandes empresas, além de monitorar a qualidade das emissoras, oferecendo serviços de apoio, como gravação de vinhetas, consultoria de programação, treinamento de profissionais e outros.6 – Melhoria na qualidade de som (principalmente AM) e investimento organizado em novos equipamentos. 7 – Proibir políticos ou parentes de políticos de terem meios de comunicação, sobretudo rádios. 8 – Aplicação da lei de imprensa a comunicadores de rádio que sistematicamente violam a legislação, depondo contra a qualidade do meio e iludindo ouvintes incautos.9- Modernizar o sistema de comercialização, com valorização dos comerciais, cálculos de custos racionais e verdadeiros, uso de tecnologia para oferecer às rádios melhor qualidade de recebimento de comerciais e até monitoração de irradiação de comerciais, com tecnologias já existentes, mas pouco utilizadas.
    Enfim: é preciso investimento e muita coragem para se iniciar um processo como este. Do jeito que está, a tendência é que o meio tenha, cada dia que passa, menos importância estratégica, apesar de todo esforço retórico para se provar o contrário.A TV aberta, aos poucos, está seguindo o mesmo caminho, deixando apenas uma ou duas redes dominando o mercado e os religiosos e picaretas dominando o resto.

  3. antonio carlos says:

    eu concordo que estamos num perildo de mudancas na area de comunicacao, mas encontraremos o caminho, sendo ele com profissionais mais qualificados e menos picareta.

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *