Internet está se tornando cada vez menos livre e criativa

Publicado em: 01/08/2014

NONATO – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Nonato, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

NONATO – Ethevaldo, hoje é sexta-feira e você prometeu falar sobre o futuro da internet em 2025.

ETHEVALDO: Hoje as previsões que vamos discutir hoje não são nem agradáveis nem otimistas, Nonato. Elas se baseiam em um estudo sobre o futuro da internet em 2025 – publicado pelo jornal New York Times no dia 6 de julho passado. A pesquisa resume a opinião de mais de uma centena de especialistas.

Para maioria esmagadora deles, “antever o que pode acontecer à nossa vida online nos próximos 10 anos nos dá uma verdadeira sensação de pavor”.

NONATO – Quais são as razões do pessimismo?

ETHEVALDO: O pessimismo decorre das ameaças que põem em risco o futuro da chamada “internet livre”. Steven Weber, professor da Universidade de Berkeley, um dos especialistas que participou do estudo, diz que ouviu nos Emirados Árabes Unidos a opinião dominante de que “a internet livre é uma espécie de oligopólio subsidiado do imperialismo cultural do Ocidente”.

O estudo foi feito para prever a evolução da internet depois das denúncias de Edward Snowden sobre as espionagens conduzidas pela NSA.

NONATO – Além desse aspecto político, que outros problemas poderão afetar a internet no futuro?

ETHEVALDO: Para muitos estudiosos, a internet está se tornando cada dia menos livre e menos criativa. Algumas pessoas parecem escravas da tecnologia e chegam a consultar seu celular 150 vezes por dia.

E essa situação pode ainda se agravar com a multiplicação dos dispositivos usáveis – como óculos e relógios inteligentes, pulseiras, capacetes, fones de ouvidos, chips embutidos e outros.

NONATO – E quanto à segurança quais serão os riscos?

ETHEVALDO: Essa talvez seja a área mais preocupante, Nonato. Com a chegada da Internet das Coisas, os riscos de fraude se tornarão muito maiores porque praticamente todas as atividades humanas estarão interligadas ou conectadas à internet.

Imagine o que será a criminalidade cibernética num mundo com 100 bilhões de objetos conectados, como se prevê para 2025.

Até as batidas de meu coração estarão em contato com um sistema de monitoramento cardíaco – e serão o principal elemento de ligação entre o ser humano e a máquina.

NONATO – Até segunda

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