J.P. e Ubiratan: o cadáver estava morto… na hora certa

Publicado em: 09/09/2012

Parecida com a história dos dois tiros que assustaram o Roberto Martins, foi esta do J.P. na reportagem de um assassinato. Ainda no carro de reportagem, a caminho do local do crime, ele fez as participações preparatórias para dar clima à cobertura do fato. – Estamos a caminho do local onde ocorreu um crime nesta madrugada. Segundo informações que recebemos e passamos aos nossos ouvintes, a polícia acaba de encontrar um cadáver morto no meio do matagal. E para completar hoje nem o Ubiratan escapa, pois aqui vai uma escorregada dele.

Pra não dizerem que eu só conto as falhas dos outros, vou contar uma das minhas mancadas. Eu era principiante na Rádio Marumby. Lá no estúdio no alto de um morro em Ferraria, município de Campo Largo, certo dia apresentava um programa com dedicatórias musicais. Em cada gravação quinze ou mais pessoas oferecendo a música em homenagem a alguém. Nervoso e preocupado em não errar, olhei o relógio para dar a hora certa. Preso no alto da parede, o relógio recebia uma réstia de sol que penetrava pela janela, o que dificultava a leitura. Tenso e procurando enxergar, fui me curvando e lendo aos poucos: – São… precisamente… uma hora… (o ponteiro que marca os segundos andou um pouco)… cinquenta e nove minutos… (e o ponteiro andou mais um pouco)… e sessenta segundos!

Só quando ouvi a gargalhada do operador de som é que me dei conta da estranha maneira que inventei para dizer duas horas.

Coisa de novato que tremia nervoso e não querendo errar… errava.

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