J. Pedro e a Cultura de Segurança no Trânsito

Publicado em: 15/06/2013

O mais recente livro do ex-radialista J. Pedro Corrêa que nasceu na cidade de Gaspar/SC e chegou aos microfones da Rádio Suíça Internacional, acaba de ser lançado em Curitiba: “Cultura de Segurança no Trânsito – Casos brasileiros”.

Antunes: Caro J. Pedro, de que trata, afinal, esse livro?

J. Pedro: O livro trata da vida, em última instância. Nele conto dezenas de casos brasileiros com o objetivo de disseminar a cultura de segurança no trânsito para incentivar segmentos da sociedade brasileira a copiar estes exemplos.

Antunes: O livro é documental ou teórico-ficcional?

J. Pedro: Todos os cases contados participaram de alguma das 18 edições do Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito, cujo objetivo sempre foi motivar a sociedade a desenvolver ações de segurança, reconhecer as melhores práticas, dar visibilidade a elas, para gerar um efeito multiplicador.

Antunes: Que razões te levaram a entrar nessa temática?

J. Pedro: O Brasil não possui cultura nem educação de trânsito e sem estas qualidades, terá dificuldades de se inserir como efetiva liderança mundial, apesar de já despontar como sexta economia do Globo. Contudo, um trânsito desorganizado e, principalmente violento, com altos índices de mortes, é incompatível com seu atual nível de desenvolvimento. 

Antunes: Você se baseou em exemplos de outros países?

J. Pedro: Esforços para incrementar cultura de segurança foram desenvolvidos em vários países e com sucesso. Nos Estados Unidos desde a virada deste século o trabalho envolve órgãos importantes da administração norte-americana bem como do setor privado como a poderosa AAA – American Automotive Association Foundation que, desde 2005, investe pesadamente num profundo programa para melhorar a cultura de segurança no trânsito em todo o País.

Sem melhorar nossa cultura de segurança não teremos condições de melhorar nosso trânsito e, assim, estamos condenados a ser uma Nação de segunda classe neste item tão importante.

Antunes: Mas você tem um sonho escondido nessa história, não?

J. Pedro: Sim. Eu espero ter produzido um livro que conte como outros brasileiros estão disseminando sua cultura de segurança no trânsito, pois isso é da maior oportunidade, no momento em que o País prepara-se para novos saltos na busca de sua consolidação como potência mundial.

Temas: O livro está distribuído em 7 capítulos (por ordem alfabética):

01 – Arte – Como o trânsito tem sido ensinado através do teatro e outros tipos de arte; 02 – Conhecimento – Exemplos de escolas, universidades e centros  de formação profissional que estão cumprindo seu papel; 03 – Cultura – O uso de diferentes tipos de cultura, como cordel no nordeste e música sertaneja no sul para espalhar cultura de trânsito; 04 – Governo – Uma ação importante do Governo Federal: o Código de Trânsito Brasileiro, de 1998; uma importante ação estadual: a aplicação da Lei seca no Rio de Janeiro; um lembrete importante para candidatos a cargos políticos: trânsito dá voto, contando o caso do Deputado Hugo Leal; 05 –     Informação – Como diferentes meios de comunicação conseguiram grandes conquistas para o trânsito e, assim, contribuíram para melhorar a cultura de segurança; 06 – Setor Privado – Transportadoras de passageiros, de cargas, empresas multinacionais e brasileiras envolvidas em suas missões de consolidar e distribuir cultura de segurança no trânsito;07 – Sociedade – Casos de cidadãos comuns, ONGs, entidades, grupos da sociedade dão exemplos de como melhorar o trânsito.

Conclusão:

Assim como sabemos dos malefícios que um trânsito caótico representa para o país e para a sociedade, sabemos também dos benefícios de um trânsito organizado, civilizado.

A pergunta-título da conclusão, então é óbvia: “Se foi tão fácil encontrar a bússola, por que é tão difícil achar o caminho?” E aí surgem, novamente, pontos que são amplamente discutidos: trânsito não é prioridade; falta vontade política; falta um plano de ação de longo prazo; falta uma reestruturação completa no sistema trânsito brasileiro assim como alocação de recursos mínimos para fazer o setor funcionar.

No estudo “Mapa da Violência no Brasil”, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz calculou que entre 1996 e 2010 morreram 500 mil pessoas no trânsito brasileiro. Se valer a regra de que, para cada morte no trânsito correspondem de 10 a 15 feridos graves, teríamos, assim, um grupo de 5 a 7,5 milhões de sequelados. Consideremos ainda os números levantados pelo IPEA de custos dos acidentes de trânsito e teremos de 30 a 40 bilhões de reais desperdiçados a cada ano. É um custo alto demais para assistirmos passivamente.

Casos contados

Arte | Universidade de Passo Fundo, RS – Grupo de Teatro Viratrânsito;

Grupo Artes Cênicas-Centro Universitário Barão Mauá, Rib. Preto, SP;

Rosane Frerichs, produtora e escritora – Salvador e São Paulo;

Festival Estudantil Temático Teatro para o Trânsito (Fetran-MT), da 2ª Superintendência Regional da PRF do Mato Grosso e parceiros.

Conhecimento

Escola Professor Jonathas Pontes Athias, Porto Trombetas, Pará; Escola Municipal Cecília Meireles, Juiz de Fora, MG; Unicamp – Campinas – SP – Ricardo Mariolani e Celso Arruda; UFSCAR – Universidade Federal de São Carlos, SP

UnisulVirtual – Universidade do Sul de S. Catarina – ensino à distância

Cultura

Literatura Cordel – Escola Madre Tereza de Calcutá, Fortaleza, CE; Detran-RJ – Campanha “Mudança de Atitude”, 2007 Prudente e Negligente – artistas música sertaneja-raiz, Rio do Sul, SC.

Governo

Código de Trânsito Brasileiro de 1998; Lei Seca – Governo do Estado do Rio de Janeiro, Deputado Hugo Leal.

Informação

Grupo RBS-SC – Campanha pela duplicação da BR 116 em SC | Jornal O Popular – Organização Jaime Câmara, Goiânia, Goiás | Rádio Sulamérica Trânsito, SP – 24 horas/dia falando de trânsito; | Opus Múltipla/Prefeitura Curitiba – campanha “Cidadão em Trânsito” | Setor privado            Viação Águia Branca – Vitória, Espírito Santo – CCR e OHL – concessionárias de rodovias | Perkons, Curitiba, Paraná | Shell Brasil, Rio de Janeiro e Raizen, São Paulo | Transportadora Americana, Americana, São Paulo.

Sociedade

José Franque, Itabuna, Bahia; Sebastião Pires de Camargo, Juiz de Fora, Minas Gerais. Brasília – Marcha da paz e Campanha da Faixa de Segurança | Joinville, SC – Comissão Comunitária de Humanização do Trânsito

ONG Vida Urgente, Porto Alegre | ONG  Criança Segura, São Paulo | ONG Trânsito Amigo, Rio de Janeiro

ABRAMET – Associação Brasileira de Medicina do Tráfego | Portal Internet “Estrada”, Rodolfo Rizzotto, Rio de Janeiro

Mais informações:

J. Pedro Corrêa | JPC Communication | Rua Coronel Dulcídio, 1596 – Água Verde 80250-100 Curitiba – PR |  041  3387-3615 |  041 9971-1511 |  [email protected]

Resumo

Título: Cultura de Segurança no Trânsito – Casos brasileiros;

Autor: J. Pedro Corrêa, Consultor em Programas de trânsito, ex-gerente de comunicação da Volvo do Brasil, fundador e até hoje consultor do Programa Volvo de Segurança no Trânsito, 25 anos de atuação ininterrupta pela segurança no trânsito.

Patrocínio: Grupo Volvo no Brasil (Programa Volvo de Segurança no Trânsito) por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet);

Tiragem: 4.000 exemplares – 248 páginas – 4 cores – papel: Pólen Rustic

Público: Interessados em geral em segurança no trânsito – governos, órgãos municipais, entidades, empresas, ONGs, especialistas, meios de comunicação, estudiosos, etc.;

Lançamento:  Primeiro semestre de 2013;

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