JOGANDO DINHEIRO FORA

Publicado em: 10/10/2006

1. “Errei, sim,
manchei o teu nome,
mas, foste tu,
mesmo o culpado…”
Por Elóy Simões

2. As vésperas da apresentação da campanha, fizemos o checkup final. Nessa hora, cobrei: cadê a peça de rádio?
Não tinha.
“Vamos usar o texto da televisão”, disse o diretor de criação.
Não concordei. E argumentei:
“Das três uma: ou o comercial é ruim; ou o ruim é o fonograma; ou os dois.”
Contrafeito, o pessoal teve de criar a peça.
3. Está na hora de, uma vez por todas, nós, que trabalhamos com comunicação de marketing – profissionais de agência, de anunciantes, de produtoras, de meios de comunicação – entendermos que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Televisão e rádio têm linguagem diferentes, características desiguais. Na primeira, nós botamos a imagem no vídeo.  No segundo, é o consumidor quem cria, ele próprio, a imagem, a partir do texto que colocamos no ar.
4. Infelizmente, não é isso que temos observado. O rádio, apesar da sua força incontestável, vem sendo maltratado por criativos, agências, anunciantes e veículos.
“De futebol e de propaganda todo mundo entende”, ouvimos de vez em quando. Afirmação, aliás, da qual a gente se lembra quando ouve rádio, de onde as boas idéias publicitárias desapareceram.
Que os amadores façam, é até desculpável. Mas os profissionais deveriam botar a mão na consciência e cantar para clientes e ouvintes aquele samba, se não me engano da dupla Herivelto Martins e do David Násser, cuja letra reproduzi em parte no início desta conversa.


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