Livros sagrados, o terror & minorias organizadas

Publicado em: 12/02/2015

A ação terrorista de grupos radicais islâmicos colocou o mundo de prontidão.

Os casos como esse de Paris são os mais visíveis, especialmente no Ocidente, mas o terror é rotina entre os próprios muçulmanos. A realidade é que o terror gerou uma atmosfera de medo. Não poderia ser diferente. A violência, a morte, o sangue amedrontam.

De uns tempos para cá, visando tranquilizar os mais amedrontados, tem-se repetido, à saciedade, que os terroristas constituem apenas minoria no mundo islâmico. O que é verdade. Sim, a maioria dos islamitas quer a paz, disso ninguém duvida. Assim como não se duvida que a maioria dos cristãos também quer a paz. Pronto, podemos ficar totalmente tranquilos? Eis o nó da questão. Obviamente que não.

Primeiro porque o sanguinário genocida Vladmir Lenin já ensinou: “A minoria organizada sempre vai derrotar a maioria desorganizada”. A maioria das pessoas fica cuidando de suas vidas, trabalhando, tentando sobreviver, cuidando de seus interesses e, em regra, se aliena desse mundo do discurso politico.

E, lamentavelmente, se torna massa de manobra, tropa, rebanho sendo tangido por fanáticos – religiosos ou políticos – e sucumbem à ação das minorias. Foi assim na Rússia de Stalin, na Alemanha de Hitler. Então, as tais maioria não dizem nada quando se trata de segurança da sociedade, da manutenção de uma situação civilizada. A maioria boazinha de cristãos e a maioria boazinha dos islamitas não vão nos proteger do terror fanático.

O segundo aspecto vem da boca de quem realmente entendeu como manipular a maioria, Adolf Hitler. Em seu famoso livro Mein Kampf, o líder do socialismo alemão escreveu: “A verdade não existe, só a força da vontade (..,) e na simplicidade primitiva de suas mentes, eles (os cidadãos comuns) mais facilmente acreditam nas grandes mentiras do que nas pequenas”. E completava: “Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir”.

O terceiro ponto, extremamente, explosivo quando relacionado com os dois aspectos referidos é que os livros sagrados têm passagens que se levadas ao pé da letra significa a eliminação do outro: os infiéis do lado oposto. São trechos sagrados que eliminam completamente a piedade, a tolerância, o respeito e que, quando lidos fora do contexto se tornam um convite ao genocídio.

Existem outras insanidades, mas a de eliminar o infiel é a mais horripilante e alimenta parte do terror vigorante. Estão no Alcorão, dos islamitas, na Torá (Antigo Testamento), dos judeus e na Bíblia (Novo Testamento) dos cristão: Vamos a elas:

ALCORÃO: Uma vez expirados os meses sagrados, matai os idólatras onde quer que os encontreis, e apanhai-os e tornai-os prisioneiros, e ficai a sua espreita; mas, se eles se convertem, se observam a oração, se concedem a esmola, então deixai-lhes livre o caminho, pois Deus é indulgente e misericordioso. (Sura 9:5)

TORÁ (Antigo Testamento): Quando o Senhor teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu.

E o Senhor teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas. (Deuteronômio 7:1-2)

BÍBLIA (Novo Testamento): Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado. E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de Mim.” (Lucas 19:26-27)

Tudo muito simples: pregadores radicais, de qualquer lado, bem organizados incendiam mundo e a maioria, como rebanho, segue para o gulag, o forno crematório, o campo de concentração, o pelotão de fuzilamento, as prisões.

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