Luiz Carlos Paraná e Léo Vaz, talentos e amigos verdadeiros

Publicado em: 02/03/2011

Léo Vaz nasceu, assim como Luiz Carlos Paraná, a 15 de maio de 1932. Só que algumas horas depois de Luiz, e em cidades diferentes. Muitos anos depois se conheceram e a coincidência deve ter pesado muito na afinidade de ambos, porque se mudaram praticamente juntos de Curitiba para o Rio de Janeiro, onde moraram juntos de 1956 a 1959. Em 1958, quando Luiz editou o disco 78rpm com suas duas músicas “Tesouros de minha terra” (… ai, serrana… serrana dos pinheirais…) e a “Pérola do Norte” (Parabéns, Ribeirão Claro, parabéns, povo gentil…), é a voz de Léo Vaz que ouvimos cantar acompanhado pela Banda de Altamiro Carrilho. É a voz de veludo de um dos cantores mais badalados da Rádio Nacional carioca que deixou marcada a canção que tanto imprime senso de pertencimento aos nossos conterrâneos. Não há como ignorar a importância de uma pessoa que, como ele, foi amigo de Dalva de Oliveira, Angela Maria, Cauby Peixoto, dentre tantos outros. Léo recentemente participou comigo do programa de Rádio que fiz em Curitiba. Fomos, eu e ele, entrevistados por Ubiratan Lustosa, a fim de recontar a trajetória de Carlos Paraná. Em meu livro que está sendo escrito sobre nosso compositor, há um capítulo especial sobre Léo, que muito me ajudou na reconstituição de fatos e letras musicais. Vamos agora saudar este colega tão talentoso e este amigo sincero, alegre e verdadeiro acima de tudo, orando por sua alma.

Leo Vaz, a voz de veludo
Apesar de ter trabalhado a vida inteira no Rio de Janeiro, o cantor Léo Vaz, conhecido como a “voz de veludo”, nunca deixou de amar Curitiba. Natural da capital paranaense, Léo se destacava pela voz doce e suave. Ainda me­­nino, participou de programas de calouros da Rádio Clube Paranaense e da Rádio Guairacá. Amante do futebol, aos 15 anos, atuou nas categorias de base do Atlético. Mesmo que tenha optado em trocar a bola pela música, nunca deixou de amar o Rubro-Negro.

Formado em contabilidade, durante algum tempo Vaz exerceu a profissão. Quando tinha 19 anos, venceu um concurso da Guairacá e foi contratado como cantor da emissora. A oportunidade de ouro aconteceu quando Léo se apresentou no Festival do Rádio Paranaense, em Londrina. No evento, chamou a atenção e foi contratado pela Rádio Nacional, no Rio de Janeiro.

Na cidade maravilhosa, Vaz gravou discos de samba, com canções de relativo sucesso como “A sorte corta o caminho”, “Mensagem” e “Favela”. Léo permaneceu na Rádio Nacional até 1963, quando pediu demissão para se dedicar aos negócios no setor de brindes e produtos promocionais. Apesar de deixar a rádio, Léo nunca parou de cantar. Continuou se apresentando em shows na noite carioca. “Ele era um pai maravilhoso, alegre, carinhoso, dedicado, o melhor do mundo… Vai fazer muita falta”, afirma a filha Roberta Vaz. Além dela, Léo deixa mais dois filhos: Regina e Renato. O enterro foi no Cemitério Municipal Francisco de Paula, em Curitiba, dia 24, aos 78 anos, de insuficiência respiratória e renal, no Rio de Janeiro. (Gazeta do Povo, Curitiba).

1 responder
  1. Amaury Antunes says:

    Que pena, mas como a esperança nunca morre, e com a certeza que o mundo gira, acredito que um dia estarei pessoalmente ao lado desses talentos e tantos outros que não tive a oportunidade de conhecer.
    Mas como simples mortais, temos que dar graças a Deus, por iluminar sempre o grande e jovem jornalista Thiago, que com maestria impar, registra sempre o que há de melhor, e gentilmente compartilha conosco a alegria de reviver os melhores momentos de nossa história. Obrigado Thiago.

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