Luiz Carlos Prates: “Falar verdades costuma custar muito caro”

Publicado em: 10/08/2011

Marcos Bedin

Comentarista Luiz Carlos Prates. Foto MB Comunicação

Ele notabilizou-se nos meios de comunicação pelas posições firmes e pelas opiniões fortes. Com ele não há meias palavras, não há ambiguidade, não há indefinições. O jornalista, radialista e psicólogo Luiz Carlos Prates  –  dono do comentário mais contundente da radiodifusão brasileira –  receberá homenagem da Associação Catarinense de Imprensa, em Chapecó, no próximo dia 27/8, durante as comemorações dos 180 anos da imprensa barriga-verde. A solenidade está programada para às 10 horas da manhã, na sede campestre da CDL Chapecó.O jornalista comemora 51 anos de carreira – 30 deles na imprensa catarinense – e será homenageado ao lado de outros quatro profissionais que também completaram meio século de atividade na comunicação: Romeu Roque Hartmann, Casemiro Roberto Vieira, Roberto Rogério do Amaral e Geraldo Azevedo. 

A solenidade está programada para às 10 horas da manhã, na sede campestre da CDL Chapecó.O jornalista comemora 51 anos de carreira – 30 deles na imprensa catarinense – e será homenageado ao lado de outros quatro profissionais que também completaram meio século de atividade na comunicação: Romeu Roque Hartmann, Casemiro Roberto Vieira, Roberto Rogério do Amaral e Geraldo Azevedo.

A festa, organizada pela Associação Catarinense de Imprensa, MB Comunicação e CDL Chapecó, consistirá de homenagens, lançamento de obra, sorteio de prêmios e almoço de confraternização.

Luiz Carlos Prates é gaúcho, natural de Santiago.  Nasceu em 26 de janeiro de 1943. Formou-se em psicologia no ano de 1972 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC/RS. Prates, no entanto dedicou boa parte da vida à carreira de Jornalista. “Tornei-me jornalista por vocação, ouvindo rádio e gostando de rádio. Queria ser “igual” a um famoso narrador do Rio Grande do Sul. Fiz um périplo de testes no rádio, participei de concursos de calouros até vencer num teste da Rádio Porto Alegre. Daí para a frente nunca mais deixei de fazer rádio, jornal e televisão. Só fiz isso na vida até hoje. Eu já tinha 10 anos de profissão quando o jornalismo foi “regulamentado”. Eu já tinha todos os direitos de jornalista”.

Filho único, Prates morou até os sete anos em uma fazenda da cidade de Santiago. Mudou-se então para Santa Maria, onde viveu sua adolescência. Iniciou a carreira em Porto Alegre, em 1960, quando atuou na extinta Rádio Porto Alegre, onde foi repórter, locutor e narrador de futebol de salão e de basquete.

No ano seguinte, transferiu-se para a Rádio Difusora e, logo em seguida, para a Rádio Guaíba, onde trabalhou por quase dez anos. Entre 1964 a 1969, foi repórter da emissora norte-americana Voz da América no Brasil. Em 1975, foi contratado pela Rádio Gaúcha, onde trabalhou durante sete anos. Em 1977, tornou-se apresentador do Jornal do Almoço na TV Gaúcha.

Como narrador esportivo, participou de quatro edições da Copa do Mundo, de 1978 a 1990. Ainda atuou na Rádio Farroupilha e na TV Difusora de Porto Alegre. Em 1981, mudou-se para Santa Catarina, onde trabalhou na TV Eldorado de Criciúma e TV Record de Florianópolis. Em 1983, assumiu o cargo de coordenador de esportes da RBS TV de Florianópolis. Na emissora, narrou partidas de futebol e atuou como comentarista esportivo do Jornal do Almoço.

Exerceu a função de comentarista do Jornal do Almoço, da RBS TV de Florianópolis, foi apresentador da rádio CBN Diário e da TVCOM, foi blogueiro do clicRBS e colunista dos jornais Diário Catarinense e Diário Gaúcho até janeiro de 2011, quando saiu do grupo RBS.

“Passei por todos os meios de comunicação clássicos. Hoje escrevo para vários jornais do Estado de Santa Catarina, falo para várias emissoras em comentários diários e ocupo-me intensamente com a programação do SBT/SC. Entre uma ação jornalística e outra, faço palestras por todo o Estado”, explica Prates.

Prates deixa um recado para os futuros jornalistas. ‘‘Que ninguém faça jornalismo por dinheiro, jornalismo se faz com voto de pobreza, como sacerdotes. Ética, correção existencial, probidade e honestidade “incondicional” podem agravar a pobreza financeira do jornalista, mas o enriquecem para a vida, para a credibilidade indispensável ao exercício competente da profissão e para o bom sono à noite. E é bom não esquecer que falar verdades costuma custar muito caro”.

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