Luiz Carlos Prates: sucesso com antipatia

Publicado em: 21/05/2006

Colunista do jornal Diário Catarinense, apresentador da Rádio CBN Diário e comentarista do Jornal do Almoço da RBS TV, o jornalista e psicólogo, Luiz Carlos Prates esteve no último dia 12 nos estúdios de rádio da Faculdade Estácio de Sá, em São José (SC). 
 Por Maria Gabriela da Cunha

Conhecido por suas opiniões polêmicas, Prates se autodescreve como “um buscador de justiça”. Ele participou como entrevistado do programa Estação Estácio, desenvolvido pelos alunos da quinta fase noturna do curso de Jornalismo.


Prates responde perguntas de acadêmicos.
Foto: Donizete Souza

Ele explica que sua forma de atrair leitores, ouvintes e telespectadores “é ser antipático”, procurando questões do comportamento humano que tragam reflexão. Segundo o jornalista, a grande mídia tem uma influência danosa sobre a população. “A imprensa não gosta de coisas boas e não é parceira da educação”, diz, e completa: “Por vergonha de parecer careta as pessoas aceitam o que não está certo”. Um exemplo disto seria o jornalista Pedro Bial, atuando como apresentador do programa Big Brother Brasil: “Este homem está em desacordo com a informação que ele tem”, justifica.


O jornalista se descrteve como um buscador de justiças.
Foto: Donizete Souza

Para Prates, o jornalista deve sim fazer juízo de valor diante da notícia, contrariando o rótulo da imparcialidade. “O papel do jornalista é informar formando, mas não se pode fazer é do jornalismo uma bandeira política”, diz. Quando questionado sobre o papel do governo, disse que “o papel do Estado na educação tem sido nulo”. Para ele, não há interesse em investir-se na formação do cidadão, pois uma população esclarecida seria incapaz de votar em governantes como temos hoje. “Se os jovens não alterarem o roteiro, não teremos futuro”.


O jornalista é entrevistado pelas alunas Andrezza Melo (E) e Cláudia Alves (D).
Foto: Donizete Souza

Sobre o fato de utilizar a expressão “leitora” em sua coluna no Diário Catarinense, Prates diz que isto não o faz perder público. Ele afirma que escreve para todos, e para quem pensa o contrário, o jornalista lembra que “Um camarada que pensa assim não merece vestir calças”.

 

 


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