Mandela Esperança

Publicado em: 11/12/2013

Somos todos feitos do mesmo barro?

A indagação surge, fatalmente, quanto nos reportamos à trajetória de Nelson Mandela e, mais ainda, às manifestações que seguiram sua morte.

Há cascata de perguntas sendo formuladas em torno de Mandela. E tenho a impressão de que as respostas poderão se tornar ensinamentos valiosos para um mundo tão carente de exemplos a serem seguidos pelos diferentes povos e extremamente deficitário do tipo de governante que orgulhosamente podemos denominar de estadista.

Entre as indagações que faço agora, diante de sua morte, uma me acompanha desde o momento em que passei a conhecer um pouquinho da sua vida. Como pode um ser humano passar 27 anos na prisão na condição de preço politico, condenado por uma tirania racista e sair para a liberdade com espirito conciliador. Um ser humano com tal postura é feito de que matéria prima? Onde Mandela deixou o ódio tão natural comumente gestado em tais situações? Onde ficou seu espirito de vingança, compreensível para quem passou o que passou? Onde ficaram suas lamúrias diante de tanta injustiça.
Afinal, que oleiro moldou Mandela?

Quanto há de transcendência no barro que fez Mandela?

Como explicar que os poderosos se curvem desse modo a um cidadão de um país que, a exemplo do Brasil, está longe de ser potência?

O que está determinando uma quase unanimidade internacional em torno dessa figura tão simples e majestosa ao mesmo tempo?

Por ultimo: que lições a África do Sul, localizada num Continente que se contorce com terríveis dores internas, onde a crueldade parece não ter limites, está nos remetendo através de Mandela?

Não sei responder a maioria das perguntas, mas de uma coisa tenho convicção: Mandela reafirma a esperança na possibilidade de um futuro mais decente para a humanidade.

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