Mania de Rádio

Publicado em: 06/07/2005

Quando meu pai se mudou de Paraipaba para Fortaleza, nos idos de 1945, eu tinha somente 5 anos de idade. Nessa época, Fortaleza contava com apenas uma emissora de rádio, a velha Ceará Rádio Clube.
Por José Maria Damasceno, Aposentado

Em 1948 foi fundada a Rádio Iracema, o que perdurou até 1956, quando começaram a surgir diversas outras estações de rádio em nossa capital.

Mas o rádio de que quero falar refere-se ao objeto em si, ou seja, do aparelho que transmite as programações das emissoras através das ondas hertzianas desse imenso espaço azul de nosso planeta. Logo que nos instalamos, na velha casa da Rua Solon Pinheiro, uma das primeiras providências de seu Mário, meu pai, foi adquirir um rádio.

O fato é que o tal apetrecho ”falava” e ”cantava”, era uma maravilha! O rádio, de então, era um móvel que fazia parte da sala de visitas, sendo muitos deles de grande tamanho, alguns de belos aspectos, todos a válvulas e com um ”olho” que acendia quando ”esquentava” para iniciar a transmissão; um dos rádios de papai tinha teclas para mudar de faixa, ou seja, para passar de ondas médias (emissoras locais) para ondas curtas (emissoras de outros Estados do país e estrangeiras). Aquilo me atraía muito, pois o nosso lazer doméstico era ”pegar”, ou melhor, sintonizar os bons programas.

Isso foi o início de minha mania pelos aparelhos de rádio, que ainda hoje me fascina, o que me faz considerar que o rádio (objeto) é um apêndice de minha vida, pois sempre me acompanha em todas as ocasiões. Posso dizer que a mania de rádio peguei de meu pai e se fosse contar quantos rádios já tive até hoje não saberia mais dizer, pois já perdi as contas. Tudo começou quando vi pela primeira vez um rádio portátil a pilha no início da década de 50, eu ficava encabulado sem saber como era que um rádio tão pequeno e sem estar ligado na tomada elétrica ”pegava” as emissoras; depois, logicamente, descobri.

Aquilo, além de despertar a minha curiosidade, provocava-me uma enorme vontade de possuir um daqueles aparelhos e meu pai, sempre ele, um dia atendeu o meu desejo e, assim, passei a contar com o meu primeiro rádio, um modelo ”Spica” que era muito popular na época. Este foi o início de uma longa caminhada com o rádio sempre junto, pequeno, médio ou grande, feio ou bonito, a pilha ou elétrico, de formatos os mais diversos. Posso dizer que já tive rádio de todos os tipos: rádio-relógio de pulso, rádio a energia solar, rádio toca-fita, rádio radiola, rádio som moderno, rádio de cabeceira, mini-rádio para jogos de futebol, rádio aparelho de TV e tantos outros, todos eles com transistores no lugar das válvulas, os mais modernos que por aqui chegaram (falta apenas o rádio digital, com sintonia por satélite, que está para chegar e que é o ponto alto atual da evolução desses aparelhos). ”Por essas e outras é que considero o rádio o meu companheiro inseparável e que está sempre presente nas minhas alegrias, nos meus momentos de solidão e nos acontecimentos os mais diversos”; enfim, o rádio me informa, me diverte e me orienta, atualizando-me nos fatos do cotidiano. Vai gostar de rádio assim na casa do … Chico!

”Por essas e outras é que considero o rádio o meu companheiro inseparável e que está sempre presente nas minhas alegrias, nos meus momentos de solidão e nos acontecimentos os mais diversos”.


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