Meus vários tempos, fases da vida aqui e ali

Publicado em: 29/07/2007

A criatividade marcou profundamente os primeiros tempos do rádio. Lembro da Rádio Eldorado, lá no seu começo, idos de 1940/1950. Olímpio Vargas fazia “controle de som” e o Osmar Nunes a locução. No ar, programa “Correio do Ouvinte”, com pedidos de músicas por carta (por telefone era impossível, não havia linhas e as ligações demorariam, se pouco, uma semana para completar).
Por Aderbal Machado

Fala daqui, fala dali, programação na mão do “controle de som”, pilha de discos de acetato, 78 rotações, monte de agulhinhas enfileiradas nos beiços (a cada música a agulha era trocada), o Osmar Nunes anunciou a próxima música: Nelson Gonçalves. Ih, cadê o disco?
Pronto, feita a lambança. Aí a criatividade e rapidez de um bom “controle de som”: Olímpio correu na chave geral, desligou a energia, foi até à discoteca, pegou a música anunciada e voltou. Religou a energia, colocou a música na metade e abriu o som.
Para ele, só mais uma aventura. Para o ouvinte, uma falha na rede elétrica da sua rua ou uma pane no seu aparelho de rádio. Até nisso o rádio de antigamente era bom.

Primeira identidade funcional (1967) – Verso e Anverso. Assinou-a Antônio Luiz (Antônio Sebastião dos Santos), diretor-gerente. A assinatura do anverso (parte posterior) é do “Seu” José (José da Silva), então gerente do Cine Ópera, das Organizações Althoff, para dar direito a ingresso de graça nas sessões de filmes, que, então, faziam parte dos meus privilégios, à guisa de remuneração pelo “estágio”. A data: 8 de março de 1967. Eu ainda era, simultaneamente, auxiliar de escritório da Carbonífera Próspera S/A, subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional, onde entrei em 1964 e saí em 1970.
Minha primeira identidade da TV Eldorado, onde entrei, de cara, como Editor de Telejornalismo, em setembro de 1979, mês de sua fundação. A identidade nos foi fornecida em 31 de dezembro de 1979 (a data da carteira é a do fim da validade, dois anos depois, 31 de dezembro de 1981). O diretor ainda era o Antônio Luiz, mas nesta fase ele assinava seu nome verdadeiro, Antônio Sebastião dos Santos.


Esta foi uma época esplêndida, de novas experiências e de conhecimentos. A TV Eldorado tinha uma audiência fortíssima na região Sul e o comando do Evaldo Stopassoli e a mão de mestre do seu Diomício Freitas fizeram dela uma potência. Pena que acabou. Em 1982 fui para Floripa, para a TV Cultura e a cabeça-de-rede da RCE, mas esta história está contada, em parte, noutro local deste blog. A gente volta ao assunto.

Meus tempos de Jaraguá do Sul (1993/1995), como assessor de imprensa do prefeito Durval Vasel, o melhor prefeito que Jaraguá do Sul já teve, em dois mandatos. Servi ao seu segundo mandato, mas me meti em conflitos políticos, brigas internas com vários secretários – um pouco por culpa minha (não gosto de “comer enrolado”) e um pouco por culpa de alguns deles. Durval até não queria que eu saísse, mas não teve como evitar, tantas foram as pressões que sofreu.
Por isso também e por causa de profundos preconceitos sofridos, foi uma das piores fases da minha vida, juntando-se aí minha temporada de 1996 até 1997 em Criciúma (também horrível), quando então Deus me abençoou com a vinda para Balneário Camboriú.
Em Jaraguá do Sul vale realçar, além de outras boas lembranças, a minha secretária Sandrinha e sua família, o Ingo Robl (secretário da Agricultura), a convivência com o Wander Weege (seu exemplo de filantropo me marcou bastante) e o Francisco Alves (dono do Jornal “Correio do Povo”), um renomado bom-caráter.
Fonte: http://www.debamachado.blogspot.com/

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