Minhas meninas: minha inspiração para falar sobre o rádio

Publicado em: 23/07/2007

Sábado. Dia 14 de julho. O telefone toca. Minha esposa e filha sofreram um acidente. O carro está demolido. Elas, graças a Deus, estão vivas e bem, juntamente com um casal que ia de carona. Eu estava almoçando num restaurante perto de casa, no Campeche, em Florianópolis. Vera e Gabi seguiam de férias para Porto Alegre e depois para Gramado.
Por Ricardo Medeiros

Ao meio dia e 40, já do hospital, Vera me comunica o acidente. Em Tubarão (SC), na BR 101, há um engarrafamento. Na frente deles está um caminhão e atrás um outro, que não parou.  O Scénic fica espremido. Um caminhoneiro, chamado Wesley, ajuda os tripulantes a deixarem o carro rapidamente com medo que o veículo exploda. Todos saem ilesos.
Ao saber da notícia, parece que não tenho mais chão. Tento fazer uma voz firme. Quase não consigo. Minhas pernas tremem. Digo a Vera que vou me deslocar imediatamente a Tubarão, distante a 148 quilômetros de Florianópolis.
Ela diz para que eu não faça isso.  Que a estrada está muito ruim. Se eu pegar a estrada, ela diz que vai ficar mais nervosa ainda. Em um outro contato telefônico, a minha pequena Gabi me faz prometer também que eu não vá ao encontro delas. 
Angustiado, tento ver de que forma posso ajudar a minha família por telefone. Faço diversas ligações: Polícia Rodoviária Federal de Tubarão e seguradora do carro estão na lista.
O jovem casal, André e Luciana, que estava no carro com a minha família, após liberados do hospital, vão para a rodoviária para seguir viagem para Porto Alegre. Vera e Gabi estão dentro de um táxi, retornando para Florianópolis. Em um caminhão guincho, o carro, deformado, também volta para Florianópolis.
São quase 10 horas da noite. Elas chegam ao bairro Campeche. Minhas meninas estão bem, apesar do abalo emocional de minha esposa. Agradeço a Deus. Tenho de novo em casa quem me inspira em diversas coisas na vida.  Inclusive para escrever e pesquisar sobre o mundo fascinante do rádio.
Viva meus amores. Viva a vida. Pemitam-me recorrer ao “Rancho do Amor à Vida”, do poeta Cláudio Alvim Barbosa, para tentar externar como é bom viver:
Viver, amar
Sorrir, cantar
Andar pelas ruas da minha cidade
Sem ter que seguir
E sem ter que voltar
Curtir o sol
O céu e o mar
Camisa aberta no peito
E no coração muito amor pra dar
Ah! Como é bom caminhar pela vida
Assobiando a canção preferida
Só é feliz quem souber entender
A alegria de viver

 


Clique aqui para ver o vídeo de final de ano de 2006 do Caros Ouvintes, com o tema ‘Rancho do Amor à Vida’.

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