Mini ou calça

Publicado em: 05/06/2012

Quando me disseram que havia crise no Instituto Estadual de Educação, imaginei logo que a geração de jovens zangados estivesse trocando tiros com a direção e professores. E imaginei, também, barricadas erguidas, passeatas de protesto e discursos inflamados, no mais puro estilo francês.  Enganei-me. É uma questão de moda feminina. Acontece que as gentis meninas do curso noturno estão sendo vítimas d irreverência do vento sul. É. Do Vento. Quando ele sopra, as mini saias esvoaçam perigosamente, oferecendo ao espectador deliciado, alguns ângulos inéditos da anatomia feminina.

Isso, é claro, não seria suficiente para derrotar a mini, mesmo porque ela foi inventada exatamente para isso. O pior, entretanto, é o friozinho gelado que, embora soprando do sul, atinge também o norte, o leste, enfim, não respeita latitudes e longitudes.

Para resolver esse inusitado problema de temperatura anátomo-geográfica, as meninas decidiram apelar para a calça, a comprida, é lógico. E aí rebentou a guerra.

Algum professor, guardião intimorato da moral e dos bons costumes, não gostou da calça, a comprida. E alegou que as calças compridas estavam cada vez mais apertadas. Em consequência, em algumas moças bem dotadas, os acidentes anatômicos ficam cada vez mais agressivos, com terríveis reflexos psicológicos entre a rapaziada reprimida.

As meninas dizem que não. Que a mini permitida – se esse é o caso – a apresenta panoramas muito mais amplos, generosos e liberais.

Conversa vai, conversa vem, tico-tico , lero-lero, papá, não se chegou a nenhum resultado positivo, o que não deve surpreender a ninguém porque a conferência de paz de Paris já completou o primeiro aniversário e até agora não pacificou ninguém.

As meninas batem o pé, zangadinhas.

– Esse coroa é um quadrado. Mais que isso, um chato. Eu queria ver a cara dele andando de mini com vento sul.

Por sua vez, o anti-calças são inflexíveis, não fossem antes outra coisa mais perigosa.

– Menina de calça não entra.

As garotas já pensam em promover a Marcha da Família com as Meninas pela Calça Comprida.

E assim está a guerra.

As conversações de paz deram em nada, a meninada está indócil e só está tranquilo o pessoal do bloco dos marmanjos.

Seja qual for o resultado do Rififi, eles não perdem nada. Muito pelo contrário.

| | | | | | | |

Do Jornal do Brasil, ajustando-se perfeitamente à nossa realidade:

– Todo o mundo está de acordo em que se façam as obras necessárias, mas sem parar a cidade, sem perder um mínimo de consideração pelos cidadãos que a habitam. O Governo está agindo como se governasse uma cidade vazia, uma cidade que não merece respeito, uma cidade à qual se prometem telefones, luz, energia e ruas calçadas e que só recebe buracos, e mais buracos. Há varias definições de governo. Mas nunca se disse que governar é abrir buracos.

| | | | | | | |

Segundo informações altamente seguras, o Avaí vai contratar dois jogadores do Uruguai para fortalecer o seu esquadrinho.

Os diretores de ex-quadrão chegaram a conclusão de que esse é o caminho para reforçar as cores azurras.

Um emissário vai seguir para a Esteves Júnior , um pouco além de Piratuba. Ali, no distrito de Uruguai há dois jogadores que são duas legítimas feras de Saldanha. Pertencem a Associação Esportiva, Recreativa e Cultural Uruguai, que tem feito cada sessão lítero-esportiva-musical que vou te contar.

| | | | | | | |

Do jornal norte americano Christian Science Monitor:

– O mundo de hoje não é pior do que o de antes. A cobertura jornalística é que melhorou muito.

| | | | | | | |

Um concurso de slogans, paralelo ao da Prefeitura, foi realizado entre alguns jornalistas, numa feijoada do Oscar (Hotel).

Eis os três vencedores:

Primeiro lugar – Florianópolis, terra das acácias douradas e das silveiras em flor.

Segundo lugar – Florianópolis, ponte que te quero ponte.

Terceiro lugar – Florianópolis, capital do trabalho.

| | | | | | | |

A responsabilidade é da Revista VEJA. Está lá uma observação do senador Atílio Fontana, no Congresso Nacional, manifestando-se preocupado com a situação do país:

– A situação realmente grávida.

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *