Nada como o sabor da vitória

Publicado em: 07/10/2007

O rádio interiorano foi o maior manancial de valores despontados, depois, nos grandes prefixos catarinenses e brasileiros. Isso, quando o rádio era feito sem as sofisticações técnicas de hoje.
Por Agilmar Machado

A cabeça da gente tinha de esquentar buscando novas motivações, produções e muita criatividade para enfrentar a concorrência das grandes estações em nossa geralmente pequenina cidade de atuação.
A Rádio Nacional explodia em audiência; a Tupi, idem; depois vinham: Record, Bandeirantes, Farroupilha, Tamoio e outras mais.
Já na cidade ao lado tinha nossa “concorrente de igual para igual” em nível técnico, mais fácil de vencer com uma equipe com garra e bem coordenada.
Sempre acreditamos naquele velho slogan da época do legendário representante Alceu Fonseca com atuação firme em São Paulo, Rio e Porto Alegre. Foi a primeira empresa que encampou os interesses das rádios menores e a elas dedicou toda a sua capacidade.
Ele direcionava seu labor para o rádio interiorano. Seu slogan: “O rádio do interior, vende no interior”.  Seus contratos giravam mais em torno de laboratórios farmacêuticos e redes nacionais de lojas, então lideradas pelas Pernambucanas.
Na “briga familiar” entre as estações vizinhas, enquanto estivemos em direções de rádios, jamais concebemos perder ou ficar em segundo no tocante ao movimento mensal de arrecadação. Entendemos até hoje que não existe essa história de segundo, terceiro ou quarto colocados. Existe, isto sim, um campeão; os demais são meros e humilhados perdedores.
A Rádio Difusora de Laguna foi um exemplo concreto disso. Ao assumirmos, sabíamos que não seria fácil superar o desafio que se nos antepunha. As demais praças eram bem mais desenvolvidas que a nossa, os recursos das sociedades que compunham as emissoras, idem.
Foi quando surgiu uma desgraça a mais: o porto de Laguna, vilipendiado e traído de todas as formas, deixava a cidade órfã ou como doente terminal no tocante ao movimento efetivo de recursos (entendam-se: anunciantes).
Seguimos com nossos parcos meios locais e planejamos uma verdadeira “blitzkrieg” especialmente em Tubarão e outras praças menos expressivas. Fomos à luta, invadindo com transmissões diretas territórios que sabíamos pródigos. Alcançamos um tempo em que a chamada “Cidade Azul” despontava com muitas e modernas redes de lojas, dezenas de loteamentos se espalhavam pelas periferias de seu centro tradicional.
Partimos para o corpo-a-corpo com os mais expressivos anunciantes de lá, tendo como base a incrível capacidade de um saudoso amigo chamado André Martins, cujas ligações com potenciais anunciantes da vizinha cidade de então, eram algo de pasmar.
Tivemos em Carlos Horn outro imorredouro amigo, cujos conhecimentos técnicos jamais ninguém superou. Vilfredo Silva, um gerente comercial e articulador (do que hoje se chama “marketing”) de rara competência. O rádio de então tinha de ser interativo. Era exatamente isso que poucos faziam e nós passamos a enfatizar.
E quando nosso faturamento passou a superar o da concorrente mais poderosa em seu próprio terreno, aí então sentimos o quanto valia uma equipe que acreditava no que fazia e para a qual podia existir o termo “difícil”, jamais a palavra “impossível”.
E os desafios prosseguiram pelos anos em fora, por onde passamos na longa estrada percorrida pelas nossas duas décadas e pouco de atuação constante.
Sempre buscamos o pódio profissional mais alto. E nisso fomos alçados pela força e coragem de muitas e saudosas equipes que souberam passar pela vida vencendo etapas e fazendo o “V” da Vitória!
E como é gostoso saborear vitórias!!!
 


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