Não espere por 2014

Publicado em: 27/10/2012

Agora sim, podemos dizer que o ciclo eleitoral de 2012 está para ser encerrado com as eleições de segundo torno em centenas de cidades brasileiras. Acredito que você ainda saiba em quem votou para vereador. Seu nome foi consagrado nas urnas? Pois bem, eleito ou não, é quase certo que seu candidato retornará para um próximo mandato. Todos eles (com raríssimas exceções) buscam um próximo ou primeiro mandato (para o caso de não ter sido eleito). Espero que você possua o número de telefone ou o e-mail de seu candidato (e até mesmo o endereço residencial dele) e que você se faça presente na vida política dessa criatura, apresentando-lhe idéias, sugestões, e exigindo posicionamentos.

Estava muito fácil para a classe política. Nós havíamos terceirizado a cidadania, da mesma forma como terceirizamos tanta coisa. E aí, com a sala vazia, as decisões podiam ser tomadas mediante conluio ou consenso.

Com raras exceções, as decisões são negociadas entre situação e oposição pela via de um pêndulo que agora atende A, em seguida atende B.

Não se pode confiar nos tribunais de contas e, de certa forma, temos de ficar com um pé atrás no caso de certos membros dos tribunais de justiça, porque, entre eles, estão os nomeados pelo chefe do Executivo.

Não haveria salvação para a democracia não fossem os poucos e honrados membros dos tribunais citados que fazem o dever cívico da honra e da ética.

Mas, nós, cidadãos, para quem esses órgãos devem trabalhar no coletivo, precisamos rasgar a outorga que terceiriza o condomínio, a escola, a saúde, a estrada, o Legislativo, os tribunais…

Os prefeitos e vereadores desse ciclo tomarão posse em algumas semanas. E nós devemos estar a postos para cobrar deles as promessas, os compromissos, os deslizes, as mancadas, os titubeios.

Não fique aí a espera de 2014 para novamente pressionar um botão que poderia mudar o destino da vida e da dor. Muito antes de 2014 eu e você estamos sendo chamados a optar por aquilo que, coletivamente, queremos para nós e para nossos descendentes.

Desculpe a aspereza, mas toda caretice minha nesta crônica não tem outro objetivo que retomar o poder para o povo. Faz tempo que ele foi usurpado de nós e a devolução está ficando cada vez mais difícil pela única e exclusiva razão de que a gente está gostando disso.

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