Nasce o grupo escoteiros do mar Mariz e Barros em Florianópolis

Publicado em: 03/12/2011

Tributo ao chefe escoteiro Paulo Roberto Guimarães

Quem conhece a região da Grande Florianópolis entenderá por que somos instáveis, nessa Ilha Encantada por natureza e pela natureza. Exatamente à leste da Ilha do Campeche – litoral da Armação do Pântano do Sul – encontram-se  duas poderosas forças: a Corrente do Golfo que vem do Caribe, quente, gostosa e sensual que ao se confrontar com a fria e inconveniente corrente do Polo Sul dispara os ciclones Extra Tropicais, que tantas encrencas produzem aqui na Ilha Catarina.

Foi sob a égide desse clima que nasceu o Grupo Escoteiros do Mar Mariz e Barros. Nome de general para Grupo de Escoteiros do Mar? Caberia mais para “pé de poeira” e não “para pato d água”.

A sucessão de nomes sugeridos foi de Gumercindo Loretti – mestre de barco, colaborador nas batalhas da Independência ao folclore da Ilha passando por Ajuricaba e Manauara passando pelo folclore ilhéu lembrando figuras como as bruxas do Campeche e o Homem da Capa Preta. Mas, não adiantou, o nome tinha que ser alguém ligado à Marinha de Guerra e com expressão na História do Brasil.

Então o Chefe Paulo Roberto Sampaio Guimarães, que recebera do Chefe Feijão, a Chefia do Grupo de Escoteiros do Mar optou por Mariz e Barros, possivelmente numa homenagem ao irmão Luiz Paulo Guimarães, novo Guarda Marinha.

Então, como nossa Madrinha de Honra era mesmo a Marinha de Guerra do Brasil – embora cultivássemos as tradições de Greenhalgh e Marcilio Dias – coube ao Chefe Paulinho consertar as coisas no Grupo Escoteiros dos Mar. Se batizaram não sei, mas o nome colou e assim nasceu o Mariz a Barros, grupo patrocinado e fechado, mas com um invejável staff de 14 Chefes Universitários.

Qualidade, história e tradições de elevado nível. Poderíamos dizer que foi um Grupo Escoteiro que nasceu em berço de ouro, em substituição a outros Grupos Escoteiros do Mar de pouco nome e dirigentes improvisados, porém com uma história gloriosa, de autêntico espírito escoteiro e humanístico. Como havia sido a nossa história, pois chegamos a ser grupo de escoteiro chamados de sem teto. Éramos meninos de rua (nossas reuniões eram em praças públicas), pois, não tínhamos sede.

Com acampamentos mais pobres do que sem terras, e escoteiros do mar sem barcos, pois usávamos os escaleres da Escola de Aprendizes de Marinheiros para nossas aventuras.

Hoje, até camping os escoteiros têm lá no Rio Vermelho (na praia de Moçambique).

Por certo o Chefe Lisboa tem em mãos uma herança notável que é o Mariz e Barros com estrutura,  equipamentos modernos, staff de elevado nível e viaturas especiais.

Valeu a pena a mudança.

8 respostas
  1. eno josé tavares says:

    O escotismo mudou, mudaram as pessoas ou mudamos nós, os escoteiros? uUm ítem das minhas pregações doutrinárias era que o movimento escoteiro não era fábrica de santos, mas, também não estimulava diabruras. Isso, há sessenta anos atrás… Vai dai que nos momentos de liberalidade verbal, chamava meus escoteiros e lobinhos de “diabada e ou monstrinhos”, pois não é que os “istepozinhos” aprontavam, principalmente quando os seniores se apropriavam das namoradinhas do chefe… aí… ou passavam lá em casa e confiscavam materiais esportivos pessoais, trajes e calçados especiais e pura e simplesmente se diziam portadores de poderes especiais, que a velha braba, dona Hilda, minha mãe, escorraçava: “Essa diabada ainda deixa o Eno pelado e descalço”… e aí de pronto e criativamente, os “espertinhos” replicavam: “Dona Hilda, a Senhora conhece a história do homem feliz, por que não tinha camisa… ou a lenda de São Francisco de Assis… que era feliz por que andava descalço e aquecido pelo amor dos seus animais?” Vade retro diabada, que à tarde tem sonhos e bolinhos de fubá pra vocês…
    O que mudou? Nós todos!

  2. eno josé tavares says:

    Existe um tesouro humanístico em cada um de nós. Mas, devo ser um grande vingativo. Rio dos saudosistas Rio dos que ainda buscam um”norte” para suas vidas. Rio dos que em grandes bravatas, esqueceram que seus potenciais eram ilimitados.
    Pois aí estamos nós.Barrigudos. Pouca telha. E só no desejo e na saudade. Sessentões e ou setentões… O que falta? O disparar do gatilho da iniciativa.
    O hoje e o ontem, traçaram uma linha divisória… Temos pseudos bens materiais, que no fundo nada valem, diante dos momentos que atravessamos…
    Temos um lema do Escoteiro Caio Vianna Martins: “O Escoteiro caminha com as próprias pernas” que não expressa só a auto capacidade de mobilidade… Porque o escoteiro tem suas próprias idéias e iniciativas.
    Então meus velhos Lobinhos, Escoteiros e Chefes….
    Moram em casas ou condomínios? O que fazem voces hoje por seus vizinhos? Que jovens compartilham com vocês, espaços, transportes, colégios, clubes, áreas residenciais?
    O que estamos fazendo nós, por essas gerações adventícias? Também lhes viramos as costas, como fazemos entre nós… Mais estrangeiros em nossa própria terra que os forasteiros e turistas?
    Estão aliviados por que aquele besteirol dos Maias não se concretizou? Que tal pensar em um resnacimento daqueles tempos que se foram há mais de meio século? Seria até mais fácil…É proibido apoitar em definitivo!
    Novas velejadas ainda são possíveis? Vamos para a tribuzana ou vamos aceitar que vivemos um ciclo de velhinhos molengas?
    Acordem seus frouxos…

  3. eno josé tavares says:

    O PADRE COMUNICADOR TAMBÉM É ESCOTEIRO DO MAR
    o raro privilégio que um ser humano tem,mesmo que seja transitório,é conviver com alguém como o Padre Edgar José de Oliveira…Privilégio que eu não tive,pois,ao passar a chefia do Grupo de Escoteiros do Mar ao Paulo Roberto Sampaio Gumarães,o Chefe Paulinho,nosso Grupo Aberto e Não Patrocinado,também era aberto e livre aos sincretismos religiosos,mas,sem exclusividade.Assim,por volta de 1962,tendo sido solicitado pelo Padre José de Montenegro-Colégio Catarinense e pelo professor do citado Colégio,Rogério Cancellier,ajudei de todas as formas,na fundação do Grupo Escoteiro”ANCHIETA”

  4. eno josé tavares says:

    DIFERENÇAS DE GRUPOS ESCOTEIROS ” ABERTOS E NÃO PATROCINADOS” , DOS GRUPOS ESCOTEIROS”FECHADOS E PATROCINADOS”

  5. eno josé tavares says:

    GRUPO ESCOTEIROS DO MAR”FERRRAMENTAS” E ‘PAU PARA TODAS OBRAS”

    Aconteceria um evento do Kennel Club?Lá vinha meu amigo Linhares,pai dos também escoteiros,Saul,Saulo e Samuel…Chefe Feijão,preciso da gurizada, para ajudar o dia todo,nos eventos do Kennel,no Estádio Adolfo Konder…Tinha uma Festa da Maçã no dia 4 de Março de 1964,no Campo do Nevada Futebol Clube,em São Joaquim,vinha a Comissão Organizadora,tendo à frente o Dr.Juiz-Wilson Vidal Antunes,o Prefeito da época,o Presidente da Associação Rural, e tantos outros…Nos escoteiros ,nós confiamos ,mas, na polícia burra e brutal,não…O Congresso Eucarístico Estadual,ia acontecer no Campo do Manejo?Lá estávamos nós,meninos de calças curtas,fazendo serviços de recepção,socorro a alguém com problemas de saúde,de estafeta,etc…E assim,também socorriamos flagelados, tanto com alimentos,roupas e serviços de auxiliar de enfermagem?Lá estavam os futuros Escoteiros Médicos…Prêmios,medalhas,elogios?Para que?Era a felicidade de no nosso humanismo prático,sermos solidários,com pobres ou ricos,católicos ou não.,políticos ou não…Falar em Escotismo nas décadas de “50”e “60”,é saber que a população,contava com os meninos ,amigos incondicionais…Só para concluir:as primeiras vacinas feitas em campanhas públicas,lá estavam lobinhos,júniores,seniores,pioneiros e chefes,tanto na retaguarda,no meio de campo como na vanguarda,solidários,amigos e queridos ,pelas belas atuações ,de crianças recém saídas dos cueiros,com seus mantos sagrados de uniformes de calças curtas,camisas de zuarte,e,um orgulho imenso por descobrir suas vocações…E mais importante:alimentação,pousada e transporte,era tudo à escoteira…Montávamos um mini acampamento,com cozinha,dormitório(barracas militares)e pé para que te quero?Nos deslocávamos , em grandes caminhadas e ou alguma viatura,que por acaso estivesse disponível…Mas só para deslocaments ponto a ponto…Nada de mordomias,que os mordomos éramos nós…Só o olhar de carinho e gratidão, de nossa cidadania,marcava naqueles tempos,esperanças de um grande futuro para a Nação Brasileira….

  6. eno josé tavares says:

    NOSSOS ARAPONGAS CAIAM DO PULEIRO,DIANTE DE NOSSA ISENÇÃO POLÍTICA

    certa vez,após a eclosão do MOVIMENTO 64,os dirigentes escoteiros,fossem do mar,de terra ou do ar,chamados a conversar,com as “otoridades”da inteligência daquele evento militar…Isentos Universalmente,nós escoteiros sempre funcionamos nos países de ditaduras ferozes,tais e quais nos tempos das catacumbas…Tínhamos um coitados assustadiços,que detentores de cargos públicos,demissíveis”ad nutum”ou seja não tinham estabilidade empregatícia,e ou,pretendiam cargos mais elevados com o novo regime…E no nosso próprio meio,tínhamos os GESTAPOS BOYS,no DOPS,SNI e por aí vai…No caso do Grupo de Escoteiros do Mar,éramos ligados estreitamente à Marinha,através de cursos e treinamentos,mas,nunca fomos pressionados pelo Comando da Escola de Aprendizes e ou pelo Almirante Rademaker,que sempre se comportou conosco,de forma altruística,o que não acontecia com um dos seus sucessores,um sujeitinho baixinho,muito parecido com um Napoleão Buonaparte,com o qual fui protagonista ,de um gostoso choque,pois apolítico e como unica ideologia escoteira,me opus a me transformar em um organizador de esoctismo facista…Outro, que saiu de saias queimando saco,foi um Frei Sei Lá o Nome,que nos reuniu no SESC SENAC,para de dedo em riste,exigir que aderíssemos ao Novo Regime e à Nova Ordem…Outro choque entre um liberal ,e um sujeitinho,que esquecendo as Ordens Sacerdotais pensava nos transformar em joguetes políticos,em benefício de uma eite corrupta…O mínimo que aconteceu,foi ele apelar para os fogos do inferno e me ameaçar de EXCOMUNGAÇÃO…

  7. eno josé tavares says:

    ESCOLA DE APRENDIZES MARINHEIROS,POR SEUS COMANDANTES,ERA NOSSO EDUCANDÁRIO

    o Grupo de Escoteiros do Mar de Florianópolis,teve a rara felicidade de ter amigos do porte do Almirante Carlos Augusto Hamann Grunenwald,Comandante do Qinto Distrito Naval,ainda em Florianópolis,Marinheiro de primeira água,assim como os diversos Comandantes da EAMSC,tivemos nessa querida e gloriosa instituição escolar naval,um verdadeiro educandário.Cursos fantásticos,como Controle de Avarias de Pessoal,Controle de Avarias Materiais,Cursos de Marinharia e Telecomunicações,nossos meninos de ontem,respeitáveis senhores de hoje,não raro,exaltam aqueles tempos de altos estudos,pois nas autas de navegação e pilotagem de embarcações,recebíams de forma pedagógica e didática,conhecimentos também de disciplina e hierarquia,que muito nos ajudaram em nossa vida profissional e familiar…Passando quase que diáriamente,diante daquela verdadeira Academia Nava,olho e recordo com emoção incontida,aqueles tempos de oficiais de grande brio,nos acolher fraternalmente em seus redutos educativos…

  8. eno josé tavares says:

    Ô MEU VENERANDO MODERADOR,COMENDADOR E VELHO MENINO DE CALÇAS CURTAS,DE ANTANHO…
    na espera da moderação ,de meus arroubos de estórias escoteiras,algumas vírgulas mal colocadas,alguns”esses” e “erres”ausentes ,ou, sobrando,foram bondosamente encobertos,porém sem prejuizo para ninguém…pelo meu”cuidador especial”,que bondosamente me afirma não ter encontrado ,essas anomalias semanticas,e,ortográficas …Mas elas existem e voltando aos seus tempos de tablóides,sugiro uma devassa,e a habilidade da tesourinha de unhas, a cortar aquí e acolá…No mais,registrar o prazer de mais um desembargador escoteiro. empossado,eis que foi o segundo deles no Grupo Escoteiros do Mar de Florianópolis,Lobinho da década de “60”…Então,a semana começa bem e por certo nosso líder maior,já afia seus impulsos,para mais atividades produtivas,para o bem de nossa terra…Avanti Bello(de guerreiro,tá?)

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