Natureza Vigiada

Publicado em: 01/02/2013

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Milton – Ethevaldo, hoje é sexta-feira, dia de falarmos sobre o futuro. Você prometeu falar sobre o futuro da vigilância ambiental. Como será ela?
Ethevaldo – Imagine, Milton, que daqui a cerca de dez anos a tecnologia poderá prestar excelentes serviços na área de proteção à natureza, porque a vigilância ambiental ganhará ferramentas extraordinárias. Rios, árvores e florestas vão contar não apenas com satélites distantes, mas com milhões de sensores minúsculos, que vigiarão e denunciarão qualquer forma de agressão, como fogo, produtos químicos, desmatamento.

Milton – Quais as principais tecnologias que serão utilizadas até o fim da década na proteção do ambiente?
Ethevaldo – Algumas já são utilizadas atualmente na vigilância e proteção do ambiente, como os satélites e o sensoriamento remoto. Essas tecnologias, entretanto, ainda vão evoluir muito mais nos próximos dez anos. Todos conhecem os sistemas de satélites que fotografam e identificam qualquer incêndio na Floresta Amazônica – mas a comunicação desse problema ainda é lenta e quase nunca permite que as autoridades responsáveis atuem com maior rapidez ou preventivamente. O maior serviço desses sistemas de monitoramente ambiental é mostrar o que já aconteceu, para levantamentos históricos, ao longo das últimas décadas.

Milton – Você falou em sensores minúsculos que poderão ser acoplados em árvores. Isso não parece ficção?
Ethevaldo – Parece, mas não é. A primeira aplicação desse tipo de defesa do meio ambiente está acontecendo agora na Amazônia. Ela é baseada na comunicação M2M, quer dizer, máquina-a-máquina, que é a comunicação entre dispositivos ou sensores. Esses minúsculos dispositivos fazem parte de um programa piloto desenvolvido por duas empresas de alta tecnologia, a Cargo Tracck, que utiliza a tecnologia M2M da Gemalto, com o objetivo de impedir ou reduzir ao máximo o desmatamento ilegal na Floresta Amazônica. As informações entre dispositivos são transmitidas automaticamente pelas redes de telefonia celular na região. A cada árvore abatida, os sensores denunciam o fato em tempo real a um servidor central, que permite ao Ibama agir com rapidez a partir do monitoramento remoto das áreas protegidas da floresta.

Milton – E como serão os sistemas de comunicação máquina-a-máquina no final desta década?
Ethevaldo – Com o desenvolvimento da tecnologia e o volume de produção milhares de vezes maior, o mundo de 2020 poderá contar com bilhões de sensores de baixo custo, instalados em todos os locais da natureza que quisermos monitorar.

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