No futuro pouca gente vai ouvir rádio no rádio

Publicado em: 20/06/2007

Nesse mundo progressivamente habitado por nativos digitais, sedentos por conteúdo personalizado, em permanente movimento e equipados com aparelhinhos cada vez mais incrementados, o velho e bom rádio ainda tem lugar no universo da comunicação?
Luiz Alberto Marinho/BlueBus

Para Mark Story, diretor de marketing do grupo de mídia Emap e responsável pela segunda palestra ontem (18/06) aqui no Festival de Cannes, a resposta é sim. A principal diferença, porém, é que cada vez menos pessoas escutarão rádio nos aparelhos de rádio. Computadores conectados à internet, iPods, celulares e até televisores serão os principais responsáveis pela distribuição do conteúdo produzido pelas emissoras.
Para defender sua tese, Story apresentou alguns dados do mercado inglês – 41% dos adultos têm o hábito de ouvir rádio na TV, já chega a 8% o percentual dessa gente que escuta rádio pelo telefone celular – e ainda, o total de ouvintes que curte rádio pela internet pelo menos uma vez por semana está próximo dos 14%.
Esse é mais um capítulo daquela mesma velha historia – qual o negócio das empresas de comunicação? Ser veículo ou produtor de conteúdo? Para o diretor do Emap a resposta é óbvia. “As rádios estão no negócio de entretenimento e informação” – garante. Nesse cenário, o iPod não seria um inimigo e sim um valioso aliado – “O iPod permite que a programação de rádio espere até o momento em que o ouvinte queira acessá-la” – ensinou Story.
Resumo da ópera – ou a comunicação tradicional se adapta às novas realidades digitais, ou estará condenada a obsolescência.

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