Norma Bruno lança Cenas Urbanas e Outras nem Tanto

Publicado em: 09/10/2012

Crédito Rudi Bodanese

Escritora, cronista e poeta, a professora Norma Bruno lança na terça-feira, 16/10, o seu segundo livro com uma festa que reune a essência do que de mais rico ainda existe na cultura popular da Ilha de Santa Catarina e sua gente: a simplicidade, a singeleza e a ternura de um povo que teima em continuar sonhando ser feliz. Norma Bruno, autora de Cenas Urbanas e Outras nem Tanto, recepcionará seus amigos e convidados (você está convidado) para a noite de autógrafos nos salões de eventos do Palácio Cruz e Sousa na Praça XV de Novembro, a partir das 19 horas. Mais informações no podcast e no texto que se segue.
Em Cenas Urbanas e Outras nem Tanto, reúno contos e crônicas onde a cidade de Florianópolis é, em geral, cenário, às vezes tema, mas sobretudo, personagem. Me apresento como uma colecionadora de cenas urbanas, os textos baseados nos fatos pitorescos observados em minhas andanças pelas ruas, nas frases ouvidas furtivamente dentro dos ônibus, aqui e acolá.  Falo delas como quem mostra, a um amigo, velhas fotos guardadas numa caixa de sapatos.

Silveira de Souza diz, no prefácio, que “o livro também poderia chamar-se ‘A alma encantadora das ruas de Floripa’ fazendo uma analogia com a Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio, o que me deixou muito feliz, já que esse livro não sai da minha cabeceira e o João do Rio é, ao meu olhar, “o” cronista brasileiro. Mas o mérito é das pessoas, protagonistas de suas próprias “estórias”.

O que eu faço é só prestar atenção.Retalhos de conversas, coisas inusitadas ou fatos da mais pura trivialidade, recolho tudo. De tempos em tempos as histórias se apresentam, reclamando sua página, daí vou narrando o que vi, enxertando pequenos fragmentos de uma história em outra, inventando outras tantas, misturo tudo…

As personagens são a Ilha e seus tipos: a mulher na janela (a alcoviteira), o nativo em toda sua singularidade, a rendeira e o pescador (personagens cuja essência, ao meu olhar, é mitológica, épica) e a pessoa que passa, envolvida com o que a sua vida tem de miserável, de patético e também de grandioso.

Minha ambição é, quem sabe, um dia, aprender a traduzir a alma do ilhéu, seu jeito singular de sentir, de pensar e de agir, um esforço sabidamente infrutífero, pois a alma do ilhéu não cabe em palavras. O livro traz a seguinte advertência: “Muito do que se lê aqui aconteceu, de fato, do jeito mesmo que é narrado; muito mistura realidade e fantasia. O resto é inventado. Mas, a considerar a vasta criatividade humana e as possibilidades que uma cidade oferece, tudo bem que podia ter acontecido…”Ass: Norma Bruno

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