Nos bons tempos da Guarujá – 1

Publicado em: 09/05/2013

Oscar Vieira Filho

História | Memórias de um sonoplasta

Oscar Vieira Filho, sala de controle de som da Guarujá, final da década de 1940

Selecionei entre as minhas lembranças algumas piadas ou causos que registrei nos meus tempos de Rádio Guarujá, “A mais popular”.

Em meados do ano de 1963  o Figueirense jogou amistosamente com o Metropol de Criciúma, que era tricampeão estadual. O Figueira venceu de 4 x 1 com gols de Valério, Ronaldo, Noronha e Wilson. O interessante da partida ficou por conta de um locutor da emissora que para irradiar o jogo colocou um óculos escuro para se proteger do sol e mesmo estando um dia lindo largou essa: “O tempo começa a piorar… Está ficando escuro em toda a cidade…”.

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Quando um avião caiu no morro do Cambirela, um dos locutores designado para cobrir o acidente, foi categórico quando informou: “Senhores ouvintes entre os escombros um dos cadáveres está respirando…”.

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A Rádio Guarujá começou como serviço de alto-falantes nos altos da Confeitaria Chiquinho, ali na primeira quadra da Rua Felipe Schmidt, esquina com a Trajo. Em 1943, Ivo Serrão Vieira que era primo do prefeito Rogério Vieira colocou o serviço de alto falantes causando muita curiosidade e até algumas manifestações de desagrado por conta do volume do som jogado pelas “cornetas”. O nome Guarujá veio de um bairro da cidade de Santos, pois a Rádio Atlântida de Santos era bem sintonizada em Florianópolis.

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Financeiramente o programa “Oferecimentos Musicais”, que começava às 12 horas mantinha o serviço de alto-falantes e depois continuou mantendo a rádio por muito tempo. Aliás esse tipo de faturamento continua em algumas emissoras do interior.

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