NOTA ZERO PARA O RÁDIO

Publicado em: 03/09/2006

1. “Bartolo
tinha uma flauta;
a flauta
do seu Bartolo;
sua mãe dizia sempre
toca a flauta
seu Bartolo,
tinha uma flauta,
a flauta
do seu Bartolo…”
Por Elóy Simões

2. Você provavelmente conhece esse refrão que não acaba nunca. Talvez, até, já o tenha cantado. Eu, na minha adolescência, cada vez que queria atazanar alguém, o fazia. Sem parar.
3. Os programas e as mensagens de rádio que o pessoal que disputa as próximas eleições, lembram-me o Bartolo. Repetem-se,  repetem-se,  repetem-se – não mudam nunca. Não parecem afim de  promover o candidato, mas de aporrinhar o pobre do ouvinte.
Apaixonados pela TV, jogam fora esse fantástico meio de comunicação. Para prejuízo de todos os candidatos, inclusive dos que concorrem  à presidência e ao governo do Estado.
4. Eu sei que não é fácil criar para o rádio. Tem de ter vontade e muito talento para fazê-lo. E um bom conhecimento da linguagem desse meio. Além disso, há o vício: os nossos criativos são chegados à linguagem televisiva. Afinal, é aí que podem ganhar os prêmios de maior repercussão. E notoriedade. E emprego. E melhores salários.
Daí a importância do Prêmio Acaert de Rádio, embora ele esteja dividido entre publicidade e desempenho de quem trabalha nesse meio.
5. Acho que as pessoas que criam para os diversos candidatos deviam encarar o desafio.

O desafio de ser de fato criativo no rádio. Se fizerem isso, se aproveitarem os dias que ainda restam, sentirão rapidamente a repercussão. Em votos para os candidatos que os contrataram. Em notoriedade profissional. E em melhores salários.
A não ser que prefiram continuar na mesma lenga-lenga. Se Preferirem, cantem comigo:
“Bartolo
tinha
uma flauta….”

        
É chato mas é bom para que eles sintam o que a gente sente quando ouve as porcarias que têm sido veiculadas todo dia.


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