Novo comandante brasileiro das forças de paz da ONU no Haiti

Publicado em: 27/03/2012

General Fernando Rodrigues Goulart vai substituir Luiz Ramos; passagem de comando ocorre na capital Porto Príncipe; novo chefe das tropas diz que manterá “alto padrão de desempenho” dos boinas-azuis.

MÍDIA | Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York

General Fernando Goulart nos estúdios da Rádio ONU

Nesta terça-feira, a Missão de  Paz das Nações Unidas no Haiti, Minustah, receberá um novo comandante: o general Fernando Goulart. Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Fernando Goulart já serviu às Nações Unidas em três ocasiões anteriores. Ele foi observador militar em Moçambique e no Nepal, e encarregado-sênior da Divisão de Europa e América Latina do Departamento de Manutenção das Operações de Paz, em Nova York.

Nesta entrevista à Rádio ONU, antes de embarcar para o Haiti, o general Fernando Goulart falou sobre a cerimônia de passagem de comando.

“Ela tem aquele ato simbólico, que eu valorizo muito, da passagem do comandante que sai para o comandante que chega, do estandarte das Nações Unidas, que está sendo muito honrado, dignificado pelas nossas tropas no terreno. Então, o (general Luiz) Ramos vai me passar, significando a passagem da responsabilidade para que eu, junto com o componente militar, continue mantendo o alto padrão de desempenho da forças militares da ONU no Haiti.”

As tropas da ONU são lideradas por um oficial brasileiro desde o início da Minustah em 2004. Ao falar sobre suas primeiras medidas no posto, o novo comandante disse que dará continuidade ao trabalho de manter a estabilidade no país.

“Eu vou observar, com muita atenção, esta atuação exemplar do componente militar para continuar mantendo estabilidade. Além também, você sabe, é uma área muito sujeita a furacões, fortes estações chuvosas. Estaremos também preparados para o caso de algum desastre natural atingir o Haiti. Nós temos também esta função.”

O general Fernando Goulart, de 51 anos, é mineiro de Belo Horizonte, e ingressou no exército pela Academia Militar das Agulhas Negras, de onde tirou o curso de paraquedista. Antes de chegar ao Haiti, ele era o oficial general da 8a Brigada de Infantaria Motorizada, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

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