Novos tempos, novas posturas

Publicado em: 19/04/2012

Lembram os mais velhos, como nós, o tempo dos grandes atletibas, onde jogadores que ganhavam quase nada e a maioria era nada mesmo,  suavam a camisa por amor, nos 90 minutos de jogo. O jogador de futebol vestia a camisa do clube por paixão. Jogador do Coritiba, permanecia coxa-branca pelo resto da vida e o mesmo ocorria com os atletas do Clube Atlético Paranaense. Ninguém poderia imaginar, por exemplo, o grande zagueiro coxa, Fedato, um dia defendendo o Atlético ou Caju no gol do Coritiba. Quem era coxa, permanecia coxa para sempre. Quem era atleticano, que na época alguns chamavam de Pó de Arroz, vestia a camisa rubro-negra a vida toda.

Acontecia coisa parecida na política. Um político da UDN permanecia no partido, na fartura e na miséria. Estando no pode ou na oposição, o udenista não trocava de partido. Era  assim no PSD, PTB, PRP etc.

Nestes tempos modernos de altos índices de corrupção em toda parte, incluindo o mundo político, pratica-se uma grande farra de troca de partidos, de acordo com o interesse de grupos e pessoas. Fazem qualquer tipo de aliança para conquistar o poder. O lema adequado para  eles seria: O Poder custe o  que custar.

Fazem um troca-troca  sem ideologia, sem medo e sem vergonha. No futebol trocam de camisa para atender interesses contratuais. Já não se veste uma camisa por amor e nem se joga por amor. Assim  no futebol, como o na política a camisa perdeu seu valor.

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