“Nunca vi ninguém perder tão feio”

Publicado em: 16/11/2008

Donato Ramos é um misto de Don Quixote com Cavaleiro da Esperança da comunicação. Faz tantas coisas com tanto amor que é capaz de passar três dias sem se alimentar, só tomando água duas ou três vezes por dia.

Donato por direito, competência e afinidade deveria estar entre os colunistas do Instituto Caros Ouvintes desde o primeiro momento do site iniciado em setembro de 2003. Tenho feito insinuações, tentativas, forçada de barra e nada, ele escorrega sempre. Ele fica com urticária só de pensar em compromisso formal. Ele fala, escreve, pinta, canta, compõe, toca gaitinha de boca e se mete em mil encrencas desde fundação de partido político até ser imortal pela Academia Cascavelense de Letras, onde tem assento perpétuo na cadeira de número 5. Imortal, pode?

Compromisso de escrever uma crônica, artigo ou comentário por semana, nem pensar! Então, quando a agente quer tirar alguma coisinha da riquíssima história profissional dele tem que fazer malabarismos, piruetas e firulas mil. É o caso destas modestas e mal traças linhas.

Nossa convivência vem desde 1959 quando trabalhamos juntos na Rádio Difusora de Itajaí. Ele fazendo locução com uma voz de veludo que arrepiava até cabelo de relógio, escrevendo crônicas diárias em que extravasava aquele montão de ternura que ele sempre carregou e conserva até hoje. Eu, na condução daquela equipe que funcionava mais precisa que relógio Suíço e mais afinada do que a Sinfônica de Berlim. Foi um ano glorioso em que uma emissora do interior de Santa Catarina teve repercussão nacional pela qualidade dos profissionais e pela programação de nível muito pouco comum no rádio brasileiro.

No site (www.carosouvintes.org.br/antigo) tem outras matérias com relatos da vida profissional do Donato; por isso, neste registro vou me ater a um resumo que ele mesmo fez para outros blogs onde escreve de vez em quando.

Nascido em Echaporã (SP), passou a infância e juventude em Paraguaçu Paulista onde inicia a carreira de radialista que depois foi desdobrando mais do que centopéia, como você verá adiante.

Radialista atuante por 33 anos em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Nesse período atuou como Diretor Artístico de dez emissoras de rádio só na cidade de Curitiba, destacando-se a Cultura, Independência, Colombo e a famosa PRB 2 – Rádio Clube Paranaense.

Instrutor do SENAC-Curitiba para as áreas de Comunicação Oral e Escrita e de Técnica de Venda, ministrou aulas em diversas cidades do Oeste paranaense e conheceu Cascavel escolhida na época como sua cidade para residir.

Em Cascavel, por mais de 20 anos, exerceu funções de Assessor Administrativo da Fábrica de Rações CIRSA (Frimesa); Professor do Colégio Santa Maria; Redator do Jornal Fronteira do Iguaçu, depois escreveu para os jornais O Paraná, Hoje, Impacto Acadêmico, Revista Oeste; Revista Urbana; e Jornal dos Municípios.

Dirigindo a Gouveia, Jóias e Relógios iniciou o trabalho que resultou na fundação da Associação dos Empregados do Comércio, Associação Profissional do mesmo segmento e, finalmente, o SINDEC – Sindicato dos Empregados no Comércio de Cascavel e Região, que presidiu durante vinte anos. Aposentou-se em 1996, mas continuou na presidência do Sindicato até o ano de 2006.

Paralelamente a essas funções fundou o PSB – Partido Socialista Brasileiro e o PTB – Partido Trabalhista Brasileiro. Foi candidato em 1988 a Vice-Prefeito. E segundo o próprio depoimento “nunca vi ninguém perder tão feio”.

Liderou o movimento para a criação da Associação dos Jornalistas de Cascavel, para a qual não recebeu o apoio dos chamados grandes Jornalistas. Posteriormente foi fundada outra Associação e ele não foi convidado a fazer parte até hoje.

Fundou, com a participação de escritores de Cascavel a ACL – Academia Cascavelense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 5.

Ajudou a fundar diversas Associações e Sindicatos na Região Oeste do Paraná, inclusive o dos Metalúrgicos de Cascavel.

Fundou o Clube da Criatividade  e a AME – Associação do Material Escolar, e promoveu diversos festivais de música, destacando-se o 1º Festival da Música Sertaneja.

Escreveu e editou 14 livros, dentre os quais quatro dedicados aos erros cometidos na Imprensa – rádio, jornal, revistas e televisão – com o título de “Antes que me esqueça – o folclore da imprensa”.

Embora modesto como é, Donato num momento de descuido comentou: “Os profissionais da aérea comentavam: quando estou escrevendo lembro-me da sua coluna sobre os erros da Imprensa e, daí capricho um pouco mais. Mas, diziam também que só se tornavam conhecidos quando algum erro era apontado”.

Contato: [email protected]

1 responder
  1. Mário Osny Rosa says:

    Severo parabéns pelo seu artigo sobre as qualidade de Donato meu colega na área de literatura um grande entusiasta do movimento da terceira idade.

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