O Diário de Bordo

Publicado em: 14/10/2004

De tanto contar histórias em festinhas, churrascos e encontros com amigos, sempre fiquei com a impressão de que deveria escrever esses causos, para que mais gente ainda pudesse também rir e saber o quanto somos maravilhosamente doidos nesta profissão, arriscando quase tudo por uma boa história da vida.
Por Marcelo Fernandes

Os contos que aqui estão não são necessariamente um retrato fiel da verdade. Faço aqui uma pausa no jornalismo tão obcecadamente verdadeiro que procuramos todos fazer, para inventar um pouco sobre fatos que, de uma forma ou de outra, aconteceram, mas, nem sempre, tão circenses como aqui estão.

Todavia, já adianto, para felicidade geral dos apaixonados por estas histórias malucas, que a grande maioria destes causos são verídicos. Quero aqui, inclusive, desculpar-me de alguns grandes amigos e companheiros de batalha pela revelação dos nomes reais, nas histórias reais. Toda vez que os cito assim, tive a certeza de que não ficariam aborrecidos. Antes de mais nada, é uma pequena homenagem que faço a cada um deles. Moram todos no meu coração. Só por isso os revelo sem medo.

O Diário de Bordo reúne o que de melhor me lembrei ao longo destes últimos 20 anos de trabalho na imprensa por onde passei e que revelam o quanto é rica em criatividade, generosidade, companheirismo e aventura a atividade jornalística. Escrever o Diário de Bordo foi uma declaração de amor ao ofício mais apaixonante e humano que já encontrei: o jornalismo.

Espero que todos curtam os causos que vêm por aí.

>> Leia: Carne assada

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