O madrugador

Publicado em: 21/09/2009
O antigo Cine Luz que funcionava na Praça Zacarias, exibindo o filme O Ébrio baseado na composição de Vicente Celestino

O antigo Cine Luz que funcionava na Praça Zacarias, exibindo o filme O Ébrio baseado na composição de Vicente Celestino

Na década de 1950, Curitiba era uma espécie de Holywood para radialistas que atuavam em pequenas emissoras do interior. Todo locutor que tinha um projeto de fazer carreia na profissão sonhava em trabalhar nas emissoras da Capital. A grande força de atração de rádios como Marumby, Guairacá, Clube, Colombo, Cultura e outras, trouxe para Curitiba um número expressivo de radialistas que se destacaram no cenário radiofônico.

Ponta-Grossa, Rio Negro e Palmeira foram cidades de onde saíram grandes profissionais. De Paranaguá, terra natal de Souza Miranda, entre os que subiram a serra em busca do sucesso veio Dedier Deslandes, um dos melhores profissionais da Rádio Colombo, que na época era líder de audiência. No mesmo trem Deslandes trouxe outro parnanguara, também bastante magro, risonho e com todos os predicados característicos dos nascidos na cidade mais antiga do Paraná.

Iran de Souza era sobrinho de Dedier Deslandes e nos primeiros tempos de Rádio Colombo trabalhou como operador de som. Entre suas obrigações deveria ligar os equipamentos, pelo menos meia hora antes da emissora entrar no ar. Isso era necessário, principalmente no inverno, porque os transmissores e mesas de som tinham grandes válvulas que precisavam ser aquecidas com antecedência.

Para realizar essa tarefa o jovem operador de som precisava fazer um grande esforço e tomar muito café para se manter acordado. Era ele o responsável pelo encerramento das transmissões no final do período e pelo seu inicio, ás seis horas da manhã. Essa escala de trabalho deixava Iran Souza com poucas horas para dormir. Sem ônibus, após a meia noite, costumava ira a pé para casa. Chegava muito tarde e saia antes das cinco para abrir a estação.

Depois de um tempo nesse sufoco surgiu uma idéia, considerada brilhante, com possibilidade de bons resultados, o que se confirmou posteriormente. No final da rua Marechal Deodoro, a mesma onde ficava o estúdio da Rádio Colombo, funcionava uma “casa de mulheres” que nesse tempo se chamava “zona” mesmo. O esforçado operador de som encontrou, exatamente na “zona”  a solução para seu problema. Arranjou uma “namorada” com quem passou a dividir a mesma coberta recheada de penas de galinha.

Desde então encerrava a emissora a meia noite e andava algumas quadras apenas, para encontrar uma cama aconchegante, onde passava algumas horas em agradável companhia, num quarto, cuja penteadeira era fartamente decorada com bibelôs, tendo ao lado uma jarra com água e uma bacia que desempenhava o importante papel de bidê.

Foto capturada no Blog Todesca

1 responder
  1. Rosimeri soares darosa says:

    Quero deixar para o radialista jamur junior ,meus sinceros parabens .por ter sido,para mim ,e acredito para todos que acompanham sua carreira na radio,e tv.mais hoje por ser um dia tão importante ,em comeramos o dia ,do melhor veicúlo de comunicação,que é radio.em que dedicou sua vida de uma forma muito grandiosa e muito positiva,entrando em todos os lugares ,só trasendo sabedoria ealegrias para o nosso povo tão sofrido.eu jeito alegre de ser tranformou a vida de muitas pessoas ,eu tenho toda certesa.pois lendo seu livri ,sintonia fina pude ver o quanto o senhor foi,e continua sendo um grande profisional,e um grande companheiro de seus colegas ,dentre as emissoraa em que deixou sua marca.parabens por esse dia da radio,em que é a sua vida .e todos os esus amigoa radialista estendo os parabens.um abraço dets su fã eternamente. rose…

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